Cidades
Publicada em 07/03/2018 - 20h00min

Representatividade

Suzano soma 12 vereadoras em 69 anos de emancipação

Na primeira legislatura, em 1949, uma mulher foi suplente; na atual, Legislativo conta com duas parlamentares

Foto: Ricardo Bittner/Câmara de Suzano

Atual legislatura tem Gerice Lione e Neusa do Fadul
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 52,2% do eleitorado de Suzano são mulheres. O número segue as estatísticas do Brasil, que tem 52% de eleitoras. Esta maioria, porém, não se reflete na representação feminina nos cargos públicos eletivos. Dos 19 vereadores de Suzano, apenas duas são mulheres. No Congresso Nacional, segundo pesquisa da Secretaria de Políticas para as Mulheres, somente 9,9% dos deputados federais são do sexo feminino.
Desde a emancipação de Suzano, em 2 de abril de 1949, 12 mulheres ocuparam o cargo eletivo no Legislativo suzanense. A primeira legislatura do município (1949 a 1953) contou com Agostinha Rafaela Maida Molteni, a dona Augusta. Ela teve o mesmo número de votos que José Gonçalves Capela. O desempate foi definido por idade, a favor de Capela. Porém, Rafaela exerceu a vereança por diversas vezes como suplente.
Depois de um grande intervalo, somente na oitava legislatura (1977 a 1983) uma mulher ocupou o cargo de vereadora em Suzano: Elizabeth da Silva Moretti, a Bitoca. Ela também exerceu a vereança em outras legislaturas como suplente. Nas eleições seguintes foram escolhidas duas vereadoras: Ivanir de Lima Franco e Mercedes Takako Murakami, ambas do PMDB. Ivanir ocupou o cargo como suplente em outras ocasiões. Mercedes foi a primeira - e única, até o momento - descendente de japoneses a exercer a vereança na história de Suzano, sendo a mais votada na ocasião, com 1.103 votos.
No livro "Memórias de Suzano: histórias e fotos de todos os tempos, do vilarejo à cidade grande", publicado pela Dat Editora em 2009, pertencente ao Grupo Mogi News de Comunicação, de autoria dos jornalistas Simone Leone, Carla Fiamini, Douglas Pires e Gisleine Zarbietti, Mercedes conta que teve o apoio da maioria: "Enfrentei alguns olhares feios e comentários de desaprovação pelo fato de uma mulher assumir um cargo na política. Mas foram poucos. Enfrentava estas situações da forma como o meu pai me ensinou: os obstáculos vão sempre existir, mas não se pode deixar abater por eles e sim passar por cima".
Na 11ª legislatura, Dulce Leite de Lima (PFL) atuou como suplente. Suzano voltou a ter duas vereadoras nas eleições seguintes: Terezinha Rodrigues de Almeida (PMDB) e Marli Alves da Silva (PSC). Terezinha, então no PHS, foi reeleita, quando Lucia dos Santos Montibeller, então no PL, também era vereadora. Para a 14ª legislatura, Lucia conquistou mais um mandato e o cumpriu ao lado de Quitéria David da Silva Araújo (PT).
Até o momento, Quitéria foi a mulher que mais vezes foi eleita vereadora em Suzano. Foram três mandatos seguidos, iniciados em 2005 e encerrados em 2016. Na 15ª legislatura, ela foi a única mulher a ocupar o cargo eletivo. Já na 16ª, compartilhou o mandato com outras duas mulheres: Neusa dos Santos Oliveira, a Neusa do Fadul (eleita pelo PDT, depois migrou para o PSD), e Abigail Maria do Carmo (PR), que assumiu a vereança em 15 de abril de 2015, após a morte do vereador Marsal Rosa em um acidente de carro.
Neusa foi reeleita para a legislatura atual. Ela exerce o mandato ao lado de Gerice Rego Lione (PR), a esposa do Prefeito da Academia, eleita pela primeira vez. As informações também são baseadas no livro "Suzano: noções históricas e evolução das legislaturas", de Jorge Salvarani Neto (2005).
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