Opinião
Publicada em 06/03/2018 - 22h10min

Sem apoio

A aprovação em relação ao governo do presidente Michel Temer (MDB) subiu para 4,3%, segundo a última pesquisa encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes e realizada pelo Instituto MDA e divulgada ontem. Os dados revelam que em setembro do ano passado, quando a mesma pesquisa foi feita, a aprovação do governo era de 3,4%, ou seja, uma elevação de quase 1%. Entretanto, os números atuais indicam que o presidente tem 73,3% de desaprovação e mais 20,3% que acham que seu governo é regular.
Temer não admite publicamente, talvez o faça para a família e os aliados mais íntimos, que pretende sair candidato à Presidência da República, e ficar mais quatro anos à frente do Palácio do Planalto, no entanto, é possível perceber que ele não possui apoio popular, e pode não contar também com o apoio político. Isso porque, dentro da cúpula que apoia Temer atualmente, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também pretendem sair candidatos. Meirelles é filiado ao PSD, partido do ex-prefeito de São Paulo e atual ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab. Portanto, se Temer sair candidato, perderá apoio de nomes de peso dentro de partidos aliados.
Além disso, o atual presidente terá que enfrentar políticos já consolidados no cenário nacional, como o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT). Isso sem falar de Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSC), e de um candidato que será lançado pelo PT, atualmente o ex-presidente Lula tem a preferência para o partido, mas caso seja impossibilitado de participar da corrida eleitoral, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, pode se tornar o preferido.
Como pode ser observado, Temer pode até sair candidato, mas tanto o seu apoio político e popular deverá ser minado devido à quantidade de nomes conhecidos que irão participar do certame. E o fato de o PMDB ter mudado para MDB, antigo adversário da Aliança Renovadora Nacional, a Arena, o partido do Regime Militar, não vai ajudar nesse sentido.
Compartilhe

Video

Mais vistos