Opinião
Publicada em 07/03/2018 - 22h22min

Paulo Passos

Covardes

O celeiro de craques, a quem, com ufanismo, os comentaristas referiam-se ao se referirem ao futebol brasileiro, faz tampo que se esgotou! Vivemos das saudades de tempos idos, ou da projeção de um ou outro, no futebol internacional.
A contusão de Neymar, que provocou absurda consternação nacional, bem espelha o que se afirma. Tido por nós como legenda viva do jogo de bola, seu pequeno drama, aliado ao fato da proximidade da Copa, provocou catarse - por pouco, o dia da cirurgia não se transformou em feriado nacional.
Assim, para o desprazer do amante da arte, as peladas, em muito inferiores as disputas da antiga várzea, se repetem em estádios cada vez mais vazios! Porém, há algo ainda maior que contribui para que o esporte que nos identificava, cada dia mais, desmereça a atenção, cause, até, certo asco.
Refiro-me ao comportamento extracampo o que tem permitido que se desnude larápios do nosso dinheiro; que tem desmascarado anjos caídos que se faziam de vestais!
Vou além e cuido especificamente de bandos de calhordas, covardes e fétidos quais ratos de esgotos, que se unem em turbas ensandecidas, com o fim precípuo de ostentar masculinidade que não têm, e, escudados em camisas de clubes, infligirem castigos a solitários e indefesos adversários no esporte.
Subservientes, assustadiços, durante a semana, aos finais, basta que encontrem outros do mesmo naipe para que se transformem em vagabundos imbuídos do desejo de machucar, de se prevalecer do virulento grupo. E, não refreando seus instintos animais, produzem tragédias, matam pais de família, dilaceram lares, esculhambam com o tecido social!
Se o futebol sonha com melhores dias, deve erradicar os ladinos que vivem das falcatruas que cometem em seu nome! Se a sociedade quer preservar a alegria que marcava as tardes de domingo, tem por obrigação reprimir os bandos de vândalos, covardes - repito -, que se orgulham de produzir desgraças. Cadeia pesada neles!
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