Editorial
Publicada em 03/03/2018 - 21h24min

Bolhas sociais

Em época de fake news, ou seja, notícias falsas e fabricadas, principalmente veiculadas em redes sociais, muito besteirol chega aos olhos do internauta que, por vezes, acaba acreditando em informações absurdas e compartilhando-as.
E toda essa bobagem é massificada de forma rápida, o que pode trazer prejuízos quase que irreversíveis para uma empresa, pessoa física ou até uma sociedade. Uma "vítima" do fake news é a vacina contra a febre amarela, assim como outros tipos de medicamentos e antibióticos. A notícia de que a medicação não funciona e que, além disso, trata-se de uma teoria da conspiração para dizimar a população, realmente, parece piada, mas muitos brasileiros passaram a acreditar nisso e deixaram de tomar a vacina no Estado de São Paulo.
Muitas dessas notícias mentirosas não afetam quase ninguém, mas outras, como essa de vacinas conspiratórias, podem colocar em risco não só a família do enganado, mas também pode ser prejudicial às demais pessoas do mesmo meio social por meio do contágio.
Engraçado até onde pode ir a credulidade das pessoas. Tempos atrás, iniciou-se quase que uma campanha de que a Terra é plana, e não redonda. A notícia se espalhou de forma rápida e as pessoas, sem qualquer embasamento, começaram a espalhar a informação. De repente, muitos já discutiam o assunto nas redes sociais. Tudo bem, trata-se de uma notícia que não fará diferença na vida de ninguém, somente é curioso como hoje se compra quase qualquer bobagem que, muitas vezes, são ditas justamente e tão somente para causar um reboliço.
Temos um potencial enorme com a era digital para ampliar os nossos horizontes, mas parece que tem muita gente que prefere se fechar em uma bolha, criar núcleos em torno de ideias sem fundamento, formar adaptos e multiplicar a mentira.
Ouvir opiniões contrárias é válido e importante para não se tornar alheio, afinal, de que adianta uma discussão se não há discordância de ideias? As bolhas sociais são tão condenáveis quanto o fake news, portanto, vamos manter a mente aberta, mas sempre de olho em possíveis impostores.
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