Cidades
Publicada em 12/06/2018 - 23h16min

Rinaldo Junior*
Educação

Moradores apoiam a greve dos professores contra prefeitura

Ouvida pela reportagem na manhã de ontem, população se mostrou favorável ao movimento dos servidores

Foto: Vitoria Mikaelli

Mobilização completa dez hoje; escolas da rede municipal seguem trancadas
Os servidores da Educação em Poá chegaram hoje ao décimo dia de greve recebendo o apoio da população. Os trabalhadores pedem para a prefeitura o reajuste dos salários e o aumento do vale-alimentação. Desde o começo do ano, diversas assembleias e reuniões foram realizadas, mas nenhuma decisão foi acertada até o momento.
Para saber o que a população pensa sobre esse assunto, que afeta diretamente a rotina dos moradores da cidade, a reportagem foi até Poá ontem de manhã. Porém, de acordo com as pessoas ouvidas, os manifestantes estão corretos em manter a mobilização. A professora, comerciante e moradora do bairro Jardim América, Maria de Fátima Santana, 51 anos, é uma das pessoas que concordam com o movimento. "Eu apoio totalmente os professores, temos todos que reivindicar nossos direitos. Eu sou professora e sei o que eles estão passando, atualmente trabalho como comerciante, mas já passei pelo mesmo sofrimento", disse. Maria ainda ressaltou que participou de uma manifestação realizada na semana passada pelos professores. "Eles precisam de apoio, é só com lutas que se consegue o que almeja. É muito triste a situação que eles são obrigados a passar", contou.
A opinião da moradora do Jardim América é a mesma de Marco Antônio Mendes, 66, que reside no Jardim Nova Poá. "Os professores estão certíssimos. As condições das estruturas das escolas estão precárias, é impossível trabalhar. Entendo a causa deles e apoio os servidores, temos que exigir o que é direito nosso".
Já a química e moradora da Vila Júlia, Cinthia Marthos, 36 anos, solicitou para que o ensino de Poá tenha mais educadores. "As estruturas das escolas estão muito ruins. Os alunos sem aula, tudo no pátio e precisa de professor. Os próprios educadores relatam que precisam de mais professores e não fazem a contratação. Se nem professor tem, fica complicado e sobrecarregado para os que já tem".
Mais manifestação
Ontem também foi realizado uma manifestação pelos servidores em frente à Câmara. Segundo informou o professor e presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública da Estância Hidromineral de Poá (Sintep), Edgar Passos, outro ato foi agendado para hoje. "Iremos fazer uma assembléia para decidir os próximos passos da greve às 8 horas em frente à Câmara".
*Texto supervisionado pelo editor.

Vereador pede ação rápida ao Executivo

Com alunos das escolas municipais de Poá sem aula há mais de uma semana em função da greve dos servidores, o vereador Saulo Souza (SD) tem reforçado a cobrança para que a administração municipal receba novamente representantes da categoria e a apresente uma proposta que atenda realmente as necessidades dos profissionais

Com alunos das escolas municipais de Poá sem aula há mais de uma semana em função da greve dos servidores, o vereador Saulo Souza (SD) tem reforçado a cobrança para que a administração municipal receba novamente representantes da categoria e a apresente uma proposta que atenda realmente as necessidades dos profissionais.
O parlamentar participou de uma reunião realizada na última sexta-feira entre membros do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Poá (Sintep) e o prefeito Gian Lopes (PR), mas as negociações não avançaram. A categoria pede reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho. Aproximadamente 30% das escolas municipais estão com as aulas comprometidas em função da paralisação.
"Nossas crianças inocentes estão sentindo os graves prejuízos da falta de um acordo, da falta de entendimento entre as partes e dos dias de paralisação. Venho cobrando empenho, responsabilidade e sensibilidade do governo municipal para que, por meio do diálogo, encontre uma saída com urgência para esta greve de parte dos servidores de Poá, principalmente da Educação, pois eles possuem uma reivindicação legítima, a reposição salarial e melhores condições de trabalho", explicou Saulo, que vem apoiando os representantes do sindicato desde o início da paralisação para que os encontros entre o Executivo e a categoria aconteçam e as negociações avancem.
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