Cidades
Publicada em 30/06/2018 - 20h18min

Rinaldo Junior *
Eterno "maluco beleza"

Raul Seixas completaria 73 anos nesta semana

Músico segue com uma legião de fãs que se encantam com o estilo variado e a personalidade única

Foto: Divulgação

Primeiro fã-clube do artista foi fundado por Sylvio Passos, que teve a oportunidade de conhecer Raul Seixas
O cantor e compositor Raul Seixas, se estivesse vivo, completaria 73 anos na última quinta-feira, dia 28 de junho. Alguns fãs chegam a dizer que o ídolo nunca morreu, em contrapartida, outros comentam que o artista completou 10.073 anos, em analogia à música "Há Dez Mil Anos Atrás". Apesar de sua morte, há quase 29 anos, Raul segue com uma legião de fãs, e que cresce cada vez mais. Em todo show, é comum sair o famoso grito ao meio da plateia: "Toca Raul". Para falar um pouco sobre a carreira do roqueiro baiano, o Grupo Mogi News entrou em contato com Sylvio Passos, o fundador do fã-clube "Raul Rock Seixas",  que se tornou amigo e parceiro do cantor. 
Nascido em Salvador, na Bahia, no dia 28 de junho de 1945, Raul Santos Seixas é considerado o "pai do rock nacional" e o eterno "maluco beleza". Sua obra musical é composta por 17 discos lançados ao longo de seus 26 anos de carreira. O seu estilo musical não é fácil de classificar, o cantor dizia que as suas canções eram "raulseixistas". As músicas compostas por Raul misturam rock com baião, samba, tango, sertanejo, dentre outros ritmos. Além dessa mistura de gêneros, o cantor colocava em suas composições todas as suas ideias de filosofia, psicologia, história e literatura.
Raul Rock Seixas
O primeiro fã-clube de Raul Seixas foi fundado pelo seu fã Sylvio Passos no dia 28 de junho de 1981. "Eu tinha 17 anos quando conheci o Raul. Na verdade, o meu primeiro contato com ele foi aos 9 anos, quando os hits 'Metamorfose Ambulante' e 'Ouro de Tolo' tocavam nas rádios, mas, até então, eu não gostava. Depois que passei a escutá-los com 'outros ouvidos', mudei minha concepção, e ele se tornou o meu ídolo. Até o dia de sua morte, Raul mudou toda a minha vida", disse Passos.
A família de Passos não entendeu muito a ideia do jovem fã. "Minha família pensava que eu estava louco, que Raul havia me sequestrado. A convivência com Raul me deu muitas experiências e o próprio cantor me ajudou a montar um acervo que tenho hoje. Tenho desde a luva do enxoval de Raul, até o pijama em que foi encontrado morto em 1989", complementou.
Questionado pela reportagem sobre como seria Raul Seixas no século 21, Passos afirmou que o cantor teria um espaço no cenário musical atual. "Ele era um homem antenado, foi o primeiro cantor brasileiro a gravar um reggae, em uma época que ninguém conhecia o estilo", ressaltou.
De acordo com o fã, as músicas "Rock das Aranhas" e "Baby" poderiam trazer problemas para o cantor nos dias atuais. "O mundo está mais careta e Raul gostava de provocar com ironia e sarcasmo. Duas músicas que relatam o Brasil atual são a 'Aluga-se' e 'O Dia em que a Terra Parou'", finalizou Passos. (Texto supervisionado pelo editor)

Morador de Poá presta homenagem ao roqueiro

O músico e morador de Poá Renato Ignácio, de 44 anos, é cover do cantor Raul Seixas há sete anos e presta homenagem ao baiano com diversas apresentações pelo Brasil

O músico e morador de Poá Renato Ignácio, de 44 anos, é cover do cantor Raul Seixas há sete anos e presta homenagem ao baiano com diversas apresentações pelo Brasil. Atualmente, o músico integra o elenco do espetáculo "Tributo Musical - Viva Raul", que será apresentado no Teatro Net, em São Paulo.
"Comecei a fazer cover do Raul há sete anos, antes eu escrevia as minhas composições e as pessoas me diziam que eu parecia com o roqueiro baiano. Então, eu fui me aprofundando na obra do cantor e me apaixonei. Montei o primeiro show e muitas pessoas gostaram, e partir de então, resolvi continuar", disse Ignácio.
A família do poaense também abraçou a ideia e incentivou a transformação. "Como muita gente falava que eu parecia com Raul,  até a minha família gostou. A partir de então, deixei a barba e o cabelo crescerem, arrumei um figurino e fui me transformando", complementou.
Além da identificação visual, Ignácio ressaltou que as ideias musicais de Raul também se assemelham com as dele. "O roqueiro estava muito à frente de seu tempo. Ao ouvir qualquer música dele escrita nos anos 1970, percebemos que até hoje a situação está a mesma'", destacou.
O musical apresentado por Ignácio terá uma apresentação no dia 11 de julho. Os interessados em assisti-lo devem acessar o site www.ingressorapido.com.br para garantir os ingressos. (R.J.)
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