Cidades
Publicada em 07/07/2018 - 18h33min

Rodrigo Luiz Barone Silva
História

Presidente relembra as lições deixadas pela Revolução de 32

Associação Comercial serviu como base de apoio para os paulistas que lutaram no movimento constitucionalista

Foto: ACMC/Divulgação

Para Zatsuga, os jovens devem conhecer histórias que mexeram com a cidade
A Revolução Constitucionalista completa 86 anos amanhã, e a direção da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) lembra a importante participação da cidade e as lições que ficaram do movimento de 1932, o qual tinha como objetivo a derrubada do governo de Getúlio Vargas e a criação de uma nova constituição para o Brasil. A Associação Comercial serviu de base de apoio aos paulistas durante a Revolução Constitucionalista e a direção da entidade faz questão de destacar a importância da cidade no contexto histórico nacional. "Perto de completar 100 anos, a ACMC é uma das entidades de classe mais antigas do Estado e, consequentemente, do Brasil. Teve uma participação fundamental no movimento de 1932, o qual deixou lições que até hoje alicerçam as nossas bandeiras de combate à burocracia, segurança jurídica aos empreendedores e redução da carga tributária", ressalta o presidente da ACMC, Marco Zatsuga.Em 1932, a entidade local se pôs a serviço da Revolução e organizou a assistência as famílias dos combatentes, fornecendo alimentos e remédios doados pelos mogianos. A Associação Comercial também serviu como posto de coleta da campanha "Ouro para o Bem de São Paulo", que arrecadou fundos para financiar a luta dos paulistas.São Paulo, depois da Revolução de 1932, voltou a ser governado por paulistas, e, dois anos depois, uma nova constituição foi promulgada, a Constituição de 1934. "A ACMC permaneceu ao lado dos paulistas e é importante que essa história seja sempre lembrada porque teve uma grande mobilização dos mogianos", enfatiza o presidente. Foram três meses de luta armada e os paulistas deixaram o campo de batalha derrotados e com perdas. Entre os que morreram em combate há quatro mogianos -  Voluntário Fernando Pinheiro Franco e Cabo Diogo Oliver, que emprestam seus nomes para duas das principais avenidas da cidade, José Antônio Benedito e Jair Fontes de Godoy. "Mogi enviou voluntários para o combate armado e serviu de refúgio para moradores dos locais onde as batalhas eram travadas. Além disso, a Associação Comercial organizou a assistência a famílias dos combatentes, fornecendo alimentos e remédios que eram doados pelos mogianos. É muito importante que a população local, principalmente os mais jovens, conheça essa história", conclui Marco Zatsuga.
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