Opinião
Publicada em 07/08/2018 - 23h57min

Uma incógnita

Desde 1989 as eleições presidenciais não tinham tantos candidatos como agora. Para este ano, devem sair para concorrer ao Palácio do Planalto 18 políticos, no entanto, como o ex-presidente Lula está preso e tem ficha suja em razão da condenação pelo tríplex do Guarujá, esse número deverá cair para 17, já que existe um acordo entre PT e PC do B de, no caso de Lula não participar do pleito, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, assumir a titularidade da disputa com Manuela D'Ávila que, por enquanto, é a candidata a vice pelos comunistas.
Ainda assim, mesmo com 17 participantes, a eleição será a maior em quase 30 anos. Naquela época eram 22 os concorrentes à Presidência da República e, desde então, apenas PT e PSDB participaram como protagonistas, sempre indicando um nome ao cargo mais importante do país, e tudo indica que neste ano não será diferente. Em outubro também teremos uma candidatura própria do MDB, ex-PMDB. Há quatro corridas presidencias que o partido do atual mandante da nação, Michel Temer, não lança um candidato próprio. Durante esse tempo sempre apoiou ou a legenda de Lula ou de Fernando Henrique Cardoso. A aposta é no ex-ministro da Fazenda Henrique Meireles, que também já ocupou os cargos de presidente do Banco Central e do Bank Boston.
Há outros nomes, alguns já conhecidos do eleitorado, mas na crista de um novo partido, como o Podemos e a Rede, legendas dos presidenciáveis Álvaro Dias e Marina Silva, respectivamente. E tem aqueles que fisgam o eleitor pelo carisma, ou a falta dele, como Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB).
Para o eleitor, a eleição para presidente será um prato cheio. Existem candidatos para todos os gostos, alguns são discutíveis, mas essa é a beleza e também o problema de uma democracia. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, talvez seja o maior exemplo disso. Quando a aposta era de que Hillary Clinton, por seu discurso moderno e global, seria eleita, eis que um magnata com postura antiquada se torna o 45º presidente ianque. Se isso ocorreu por lá, pode ocorrer aqui também.
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