Opinião
Publicada em 08/08/2018 - 23h55min

Grupo forte

Os bastidores políticos mostram que as eleições 2018 serão especialmente peculiares. Os principais candidatos ainda formam suas estratégias para atingir o eleitorado nas propagandas políticas, que terão início no próximo dia 16. Um dos principais objetivos dos candidatos será angariar votos do grupo mais forte de eleitores que temos hoje no Brasil: os que votam nulo e em branco.
Se brancos e nulos fosse um candidato, ele seria competitivo na disputa pelo Palácio do Planalto. De acordo com levantamento do Ibope, da semana passada, juntos os brancos e nulos somam 33% das intenções de voto. O percentual é quase o dobro dos 17% alcançados pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que lidera o levantamento.
Apesar destes votos se tratarem de uma opção para os eleitores que não querem escolher nenhum dos candidatos, nulos e brancos não têm nenhuma influência no processo eleitoral e também não podem cancelar as eleições. Também por isso, todos os pretendentes ao Palácio do Planalto querem uma fatia dessa pizza. Neste caso, vantagem para o PT, partido que terá o maior tempo de televisão para seduzir os eleitores, seguido do MDB e do PSDB. O Partido dos Trabalhadores, que oficializou a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, à Presidência da República, certamente irá reforçar sua ação confrontadora e culpar o sistema por "perseguição".
Já o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, já mostrou o tom que sua corrida eleitoral terá, após a convenção feita pelo partido na semana passada, quando fez um discurso repleto de críticas indiretas a Bolsonaro e, claro, ao PT. Além disso, parte do discurso foi semelhante ao usado pela candidata da Rede, Marina Silva, em "unir o Brasil".
Já o líder das pesquisas, Bolsonaro, terá tempo curto de televisão para manter seus bons números, além de tentar angariar parte dos votos dos indecisos. Hoje a vantagem é dele. Mas, no final, o grande favorecido será o candidato que conseguir acender uma brasa de esperança nos 33% dos indecisos.
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