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Publicada em 08/09/2018 - 22h36min

Estadão Conteúdo
Brasileirão

Contra Palmeiras, Jair Ventura tem estreia difícil pelo Timão

Equipe passa momento complicado; adversário está crescendo com Felipão, podendo se aproximar da liderança

Foto: Peter Leone/Futura Press/Estadão Conteúdo

Jair Ventura diz que gosta de enfrentar desafios
Existem poucos cenários mais difíceis para a estreia de um treinador do que esse que Jair Ventura vai enfrentar hoje em seu primeiro jogo pelo Corinthians. Ele vai encarar o arquirrival Palmeiras, na casa do adversário, no retorno ao local de uma final de Campeonato Paulista para lá de polêmica e que ainda não terminou nos tribunais. Além disso, o Corinthians está em crise, com problemas em todos os setores e precisa da vitória para não se desgarrar da briga por uma vaga na Copa Libertadores. Essa é a "fria" que o novo treinador vai enfrentar, no Allianz Parque, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Para Jair, apresentado oficialmente na sexta-feira em uma concorrida entrevista coletiva, o cenário virou um desafio. Outro complicador que ficou fora da lista da inicial: o rival é um técnico experiente, campeão do mundo com a seleção brasileira e que tem um elenco recheado de opções, que permitem a escalação de um time misto no clássico deste domingo.
"Você já chega e tem um clássico com um grande treinador, que eu admiro. Vamos lá e vamos fazer um grande jogo, como já fizemos esse ano. Sabemos da responsabilidade do clássico, seria muito fácil eu chegar e deixar a maré abaixar, mas não. Eu gosto dos desafios da minha carreira", disse Jair.
O último treinador que encarou esse desafio - estrear diante do Palmeiras - foi Tite. Em 24 de outubro de 2010, o Corinthians venceu por 1 a 0 no Pacaembu, com gol de Bruno César. Foi o início da fase áurea do treinador, que chegou ao título mundial dois anos depois.
Ao contrário do estreante, Felipão é um grande veterano no dérbi. O técnico dirigiu o Palmeiras em 28 encontros contra o rival e, graças a alguns desses encontros, construiu uma grande empatia com o torcedor. As vitórias sobre o Corinthians nas Libertadores de 1999 e 2000, ambas nos pênaltis, ajudaram a construir com o público a relação de idolatria pelo treinador gaúcho.
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