Opinião
Publicada em 10/09/2018 - 23h59min

Negócio da China

A passagem dos prefeitos Marcus Melo (PSDB), de Mogi das Cruzes, e Rodrigo Ashuichi (PR), de Suzano, pela China, na semana passada, onde formalizaram acordos econômicos com distritos de Weifang, representa uma alternativa viável para a abertura de novas frentes no relacionamento entre as chamadas cidades-irmãs, dentro de um cenário que abre fronteiras e requer cooperação mútua.
Por mais diferenças que existam entre os países, desde as culturais até a do poder aquisitivo dos habitantes, há sempre alguma semelhança que possa ser compartilhada. No caso das cidades do Alto Tietê e a chinesa Weifang, o diálogo acabou sendo mais produtivo, segundo análise dos próprios representantes brasileiros, nas áreas agrícola, industrial e educacional. As características geográficas de ambas também favoreceram a troca de informações.
Situação equivalente ocorreu no passado, quando as duas cidades brasileiras estreitaram relações com o Japão, representado pela províncias de Seki, em 1969 e Toyama, em 1979, pelo lado mogiano, e Komatsu, em 1972, com Suzano. Naquele tempo, a aproximação das cidades-irmãs era bem mais complexa, justificada pelas restrições tecnológicas e comerciais, mas os resultados foram altamente positivos e até hoje significam marcas do avanço dos municípios.
Com a China, que possui sistema de governo completamente diferente do brasileiro, há boas chances em Educação, por exemplo. Com a superpopulação chinesa, as universidades priorizam as áreas mais técnicas, com foco nas ciências exatas. Uma das carências do ensino por lá está na falta de liberdade e criatividade, que poderia ser uma alternativa oferecida pelas instituições de Mogi e Suzano, com propostas de intercâmbio em cursos mais livres, com ênfase em ciências humanas. Por sua vez, as escolas chinesas têm opções nas áreas de Tecnologia e Engenharia.
Mesmo que os acordos assinados pelos prefeitos estejam na fase embrionária, a perspectiva de um relacionamento mais promissor é favorável e será bem-vindo. O espaço existe e já foi dado o primeiro passo. Bons negócios à vista.
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