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Publicada em 07/11/2018 - 23h06min

Estadão Conteúdo
Antes era 15

Presidente eleito projeta uma esplanada com 18 ministérios

Revelação ocorreu na tarde de ontem, em Brasília; político voltou a defender nomes técnicos para os cargos

Foto: Divulgação

Jair Bolsonaro ainda admitiu que o MDB, sigla do atual presidente, acenou uma aproximação entre os partidos
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse que o número de pastas de seu governo poderá chegar a 18, com a necessidade de a Controladoria Geral da União (CGU) ter de manter status de ministério. Segundo Bolsonaro, essa modificação, por exemplo, "não é pela governabilidade, é para que possamos apresentar resultado". A ideia inicial era de que o número de ministérios fosse enxugado para 15. Os números foram ampliados para 17 e, agora, para 18.
O presidente eleito voltou a comentar que um parlamentar de um pequeno partido o procurou tentando discutir formas de fazer negociação política com cargos. "O elemento que foi me procurar devia estar hibernando durante a minha campanha eleitoral e não ouviu nada do que falei. Ele acordou e achou que estava vivendo antigamente. Eu falei que não vamos negociar. Falei de uma maneira firme, mas educada", declarou, acrescentando que o parlamentar "entendeu" e "saiu mais amigo do que entrou".
Em seguida, lembrou que está montando um ministério "bastante técnico" e que os nomes prosseguirão sendo escolhidos dentro desse critério, sem indicações políticas. Ele não quis adiantar novos nomes de ministros e comentou que não tem nome ainda para a CGU. "Nós queremos que o juiz Sérgio Moro tenha todos os meios para cumprir 100% da missão de combater a corrupção e o crime organizado", disse Bolsonaro, ao lembrar que isso poderia não incluir a CGU na Justiça. "Estamos estudando isso. Está adiantado. Tudo é importante no governo. Esse país é continental", observou.
Ele acrescentou ser importante que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) fique na Justiça. "Um braço do Coaf tem de estar na Justiça para que se tenham em tempo real as informações porque, sem seguir o dinheiro, não temos como combater o crime organizado", declarou.
Ao falar da possibilidade de aumentar para 18 ministérios, Bolsonaro insistiu que "o que nós temos de ter é ministérios funcionando sem interferência política". Ele voltou a citar a questão dos Ministérios do Meio Ambiente e Agricultura, que poderão permanecer separados, mas não quis avançar no tema nem citar nomes. "O que não pode é ter briga entre eles. Isso não pode continuar acontecendo. Queremos preservar meio ambiente, mas não pode ter atrito", resumiu.
Olá, MDB
Sobre o aceno feito pelo MDB, Jair Bolsonaro disse que "lógico, é bem-vindo". Mas se negou a comentar sobre sucessão no Senado, se o PSL daria apoio ao nome de Renan Calheiros (MDB-AL). "O presidente não interfere nas eleições da câmara e do Senado", desconversou. Bolsonaro ainda confirmou que se encontrará com o governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), mas não disse hora e nem local.
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