Cidades
Publicada em 05/12/2018 - 22h17min

Mogi Mais Água

Miniestação para tratamento de esgoto é aberta no Cocuera

Meta do projeto de saneamento rural é instalar 66 unidades na cidade por meio de recursos federais e estaduais

Foto: Junior Lago/PMMC

Área de Celso Takano recebeu a primeira de dez estações previstas no projeto-piloto
A propriedade rural de Celso Koji Takano, no bairro do Cocuera, foi a primeira em Mogi das Cruzes a receber uma miniestação de tratamento de esgoto rural do programa Mogi Mais Água, uma iniciativa da Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio da Secretaria de Agricultura. O equipamento, instalado na terça-feira em parceria com o Instituto Trata Brasil, integra o projeto-piloto de saneamento rural do programa, que ainda contemplará mais nove miniestações como esta e outras ações, envolvendo o reflorestamento de áreas e a conservação das nascentes.
A miniestação será acompanhada e monitorada pela pasta e os parceiros do projeto. Além das primeiras miniestações, também chamadas de "gotas" pelos técnicos, a meta é instalar mais 66 unidades na cidade por meio de recursos federais e estaduais. "O saneamento é uma das grandes preocupações da nossa cidade. Com o trabalho consolidado na área urbana, temos que incentivar os produtores rurais a conservar e proteger suas propriedades", disse o prefeito Marcus Melo (PSDB).
Foram captados R$ 4,7 milhões junto ao Programa Nascentes e Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), do governo estadual, além da Agência Nacional de Águas (ANA), que aguardam liberação. "Começamos o projeto pelo início da bacia hidrográfica do rio Tietê, localizada aqui no Cocuera. Vamos fazer um monitoramento deste primeiro equipamento e, a partir do cadastro dos produtores interessados, iremos definir a instalação das próximas miniestações", explicou o secretário de Agricultura, Renato Abdo. O projeto está sendo implantado fora da Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais (APRM).
O processo de tratamento do esgoto começa com a chegada do esgoto na caixa de gordura, onde é encaminhado para o equipamento. Na gota, a água sofre a ação de bactérias aeróbias e o lodo gerado é separado da água. Este lodo recebe novamente as bactérias e, ao final do processo, a água tratada com até 90% de pureza é escoada para um sumidouro. "Esta água pode ser utilizada para a rega de plantas e lavagem de pisos. O equipamento tem um consumo de energia menor que 100 watts", explicou o engenheiro ambiental Daniel Vecchi.
Para o produtor rural, o equipamento vai contribuir para a preservação do meio ambiente. "Antes, o tratamento do esgoto era feito com fossa negra e com este equipamento não teremos o perigo de contaminação do lençol freático", disse Takano, que atualmente cultiva tomates cereja. Promover esta conscientização ambiental nos produtores rurais é uma das metas do projeto, que também conta com outras ações.
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