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Publicada em 22/12/2018 - 16h55min

Estadão Conteúdo
'O Natal Perfeito'

Especial aposta em reciclagem de cenário

Trama, que marca a estreia de Priscila Steinman como autora, traz uma mensagem natalina e ainda aborda a consciência ambiental

Foto: Sergio Zalis

Diversidade, empatia, amizade, reciclagem, consciência ambiental, ética, moral e valores serão alguns dos conceitos abordados no enredo
A história de uma menina rica, que tem tudo, mas resolve fugir de casa quando não ganha o presente que queria dos pais, se opõe à de um menino órfão, que mora num ferro-velho e constrói seu mundo a partir do lixo, no novo especial de fim de ano na Globo, "O Natal Perfeito". A trama, que marca a estreia da atriz Priscila Steinman como autora, traz as crianças Melissa Nóbrega e Cauã Antunes como protagonistas, e um elenco de apoio com Caio Blat, Bruno Cabrerizo, Tainá Müller e Alexandre Zachia. A exibição será amanhã.
No especial, o mundo de Jonas (Cauã Antunes) é feito a partir de peças recicladas, o que propôs um desafio para a direção de arte, de trabalhar a questão da consciência ambiental também atrás das telas. Grande parte do cenário foi reaproveitado, principalmente a partir de materiais descartados no complexo de estúdios da Globo. Sucatas, vasos, louças de banheiro, sobras de cano, parafusos, eletrodomésticos velhos foram transformados em novos objetos cênicos. "Foi um processo muito vivo de criação", afirma o diretor de arte, Moa Batsow. "Praticamente nada foi comprado em lojas. Fizemos muito garimpo pelos Estúdios Globo (acervos, cidades cenográficas, lixo), depósitos de materiais reciclados e ferro velhos do Rio". Segundo ele, os planos foram mudando a medida que encontravam novas peças. 
A cenografia reciclada foi um desafio também para o diretor artístico, Vinícius Coimbra. "Quando fazemos um cenário, geralmente são usados materiais leves, para você conseguir abrir uma parede", exemplifica o diretor. "Os objetos reais são pesados. A gente usou um ônibus de verdade. Tivemos que nos adaptar e câmera teve que se encaixar. O máximo que fizemos foi tirar o vidro do ônibus". 
Um dos vilões da narrativa ficou fora, também, dos bastidores. "Evitamos usar o plástico no cenário. Ele entra como um dos vilões da história, então usamos materiais mais recicláveis, o que faz parte do conceito do protagonista", explica Coimbra. 
Dando continuidade ao projeto, assim que encerraram as gravações, todos os objetos cenográficos já tinham um caminho definido. O conceito do especial surgiu na mente da autora a partir de uma viagem à China. "Vi uma obra de arte que era uma maquinária enorme e aparentemente sem sentido, mas que ao se movimentar emitia um som harmonioso", lembra. Priscila se inspirou ainda em uma exposição que viu em Nova York e na animação "Wall-E", da Pixar.
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