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Publicada em 09/01/2019 - 00h15min

Estadão Conteúdo
Sítio de Atibaia

Pimentel disse que cumpria ordens

Em alegações no processo envolvendo o sítio em Atibaia, Rogério Aurélio Pimentel, ex-segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a citar o recebimento de envelopes de dinheiro da Odebrecht e disse que foi "capataz" das obras feitas por empreiteiras. O assessor afirmou que apenas cumpriu ordens da ex-primeira-dama Marisa Letícia e que não agiu fora das atribuições de seu cargo. Pimentel pediu à juíza federal Gabriela Hardt a absolvição.
As alegações finais são o último capítulo da ação penal, em que os réus entregam as últimas peças de defesa, antes de serem sentenciados. O ex-presidente é acusado de receber supostas propinas de R$ 1 milhão correspondentes às reformas no imóvel. Lula nega e afirma ter sido perseguido tanto por Sérgio Moro, quando exercia a magistratura, quanto por Gabriela Hardt.
Segundo a Operação Lava Jato, Pimentel teria ajudado a ocultar as supostas vantagens indevidas da OAS, Odebrecht e Schahin, quando tocou as reformas no sítio. Em alegações, ele afirmou que "não participou da ocultação de patrimônio ou valor algum, apenas foi-lhe determinado funcionar como 'capataz' na reforma do famigerado sítio, ou seja, ver o andamento da obra e informar à primeira-dama".
Pimentel também confirmou a movimentação de dinheiro em espécie da Odebrecht em meio às necessidades das obras. "Se o réu não sabia sequer as quantias que continham nos envelopes, tampouco possa se esperar que soubesse de eventual origem ilícita dos valores".
"Enquanto o Ministério Público acredita que o réu [Rogério Aurélio Pimentel] tenha sido partícipe de um grande plano de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, sendo o responsável pela obra, na verdade este era apenas, e tão somente, o mensageiro das demandas", sustentam os advogados. 
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