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Publicada em 04/02/2019 - 22h32min

Estadão Conteúdo
Combate ao crime

Moro recebe elogios por ações anticrime

Chefes dos Executivos estaduais devem sugerir mudanças nos projetos apresentados ontem pelo ministro da Justiça e Segurança Publica

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sergio Moro revelou o pacote de medidas durante a manhã de ontem, em Brasília
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), elogiou ontem a proposta de pacote anticrime apresentada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e avaliou que não há nenhum ponto agudo de discordância por parte dos governadores, mas adiantou que os governos estaduais farão ainda sugestões ao texto. Segundo ele, o projeto apresentado por Moro é bom e bem fundamentado.
"O projeto apresentado terá o apoio dos governadores com suas bancadas, mas ainda farão sugestões complementares ao projeto. Os governadores são os que sofrem as maiores consequências dos problemas hoje do combate ao crime", disse Doria, após a reunião.
Segundo o tucano, um dos pontos mais positivos do projeto é o maior uso das teleconferências para as audiências criminais, o que reduz o custo dos Estados com o transporte de presos. "A teleconferência oferece as condições de plena defesa dos acusados, mas queremos que o texto seja ainda mais incisivo ao torná-la obrigatória, salvaguardadas algumas condições especiais", disse.
Outra sugestão feita pelos governadores a Moro é o fim das "saidinhas de presos", que, segundo Doria, precisam acabar, salvo também alguns casos específicos. Os governadores também pediram que jovens presos portando fuzis não possam ser liberados rapidamente - ainda que não tenham antecedentes criminais.
Já o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), avaliou que o pacote de medidas moderniza o combate ao crime do colarinho branco e ao crime organizado. Perguntado se um amplo pacote de medidas teriam condições de ser aprovadas, ele avaliou que há ambiente para isso. "Os parlamentares têm um sentimento de que é necessário modernizar a legislação criminal e há também uma pressão por parte da própria população nesse sentido", comentou 
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