Cidades
Publicada em 14/03/2019 - 03h52min

Nicolas Takada*

Tragédia na região entra para o hall dos crimes mais crueis

Nos últimos anos, espaço de tempo entre casos brutais diminuiu no nosso país e ganhou cada vez mais espaço

Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO

Crime vitimou dez pessoas e ficará marcado entre os mais bárbaros
Os casos brutais de violência ganham, cada vez mais, espaço no nosso cotidiano, aumentando assim a sensação de insegurança das pessoas. Crimes como o ocorrido na manhã de ontem em uma instituição de ensino de Suzano, até poucos anos não estava entre as tragédias "comuns" no nosso país. Massacres e tiroteios, porém, estão manchando a história do Brasil nos últimos tempos. Relembre alguns casos de massacres ocorridos por aqui e nos Estados Unidos.
Campinas
Em novembro de 2018, em Campinas, um homem de 49 anos disparou contra pessoas que estavam em uma missa na Catedral Metropolitana. Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, matou cinco pessoas e deixou mais quatro feridas e, logo em seguida, se matou.
Medianeira
No dia 28 de setembro de 2018, em Medianeira, no Paraná, um jovem de 15 anos entrou na escola e disparou contra colegas de classe do Colégio Estadual João Manoel Mondrone. Dois alunos ficaram feridos com um tiro nas costas e outro de raspão em uma das pernas. O adolescente e outro jovem que dava cobertura para o crime foram detidos pela polícia.
Flórida
Um ex-aluno da escola Marjory Stoneman Douglas, na cidade de Parkland, nos Estados Unidos, efetuou disparos contras os estudantes durante o intervalo escolar, em fevereiro do ano passado. Nikolas Cruz matou 17 pessoas, entre eles alunos e funcionários. Cruz ativou o alarme de incêndio fazendo com que pessoas saíssem de suas salas, para que ele efetuasse os disparos.
Goiânia
Em Goiânia, um adolescente de 14 anos matou dois colegas e feriu outros quatros, em outubro do ano retrasado. O jovem do 8º ano levava uma arma na mochila, até que disparou contra um dos colegas de sala o qual não tinha afinidade. O atirador aproveitou a situação para disparar em outros colegas da escola Goyases. O jovem alegou que sofria bullying.
Janaúba
Também em outubro de 2017, o segurança da Creche Municipal de Educação Infantil Gente Inocente, Damião Soares dos Santos, de 50 anos, jogou álcool nas crianças e no próprio corpo. Santos matou sete crianças, uma professora e deixou dezenas de feridos.
Alto Tietê
Em novembro e dezembro de 2014, em Poá e Mogi das Cruzes, o segurança, Jonathan Lopes de Santana, que ficou conhecido como o Maníaco da Machadinha, matou seis pessoas, sendo cinco delas decapitadas. Santana, qie assustou a região por dias, disse que tinha preferência em matar moradores de rua e abordar suas vítimas com um machado.
Realengo
Abril de 2011, Realengo, Rio de Janeiro. Doze adolescentes morreram no massacre ocorrido na Escola Municipal Tasso da Silveira. Eles foram vítimas do ex-aluno da escola, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, que acabou se matando após o crime.
São Paulo
No dia 3 de novembro de 1999, Matheus Costa Meira, que tinha 24 anos, invadiu, armado, uma sala de cinema do Morumbi Shopping e disparou vários tiros contra a plateia. Meira era estudante de Medicina da Santa Casa de São Paulo e já apresentava alguns tipos de distúrbios mentais. O atirador matou três pessoas e deixou quatro feridas.
Colombine
Dois jovens da cidade de Littleton, no Colorado, Estados Unidos, entraram armados na escola de Columbine, no dia 20 de abril de 1999, matando treze pessoas e ferindo mais de vinte, antes de cometerem suicídio. Os alunos Eric Harris, de 18 anos, e Dylan Klebold, de 17, atiram contra os jovens e funcionários da escola, matando doze estudantes e uma professora.
*Texto sob supervisão do editor
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