Cidades
Publicada em 14/03/2019 - 03h49min

Lílian Pereira

ataque à escola já vinha sendo planejado há mais de um ano

Motivação do massacre praticado pelos dois rapazes, ex-alunos da instituição de Suzano, ainda é investigada

O ato planejado e de crueldade que terminou com oito vítimas fatais, ontem, em Suzano, além dos dois atiradores, que também acabaram mortos, ainda não tem respostas definitivas. Segundo apuração da reportagem, a dupla de atiradores já arquitetava o ataque à escola há um ano em meio. O que teria motivado o adolescente Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25, a invadirem a instituição de ensino para matar o máximo de pessoas possível ainda é investigado, mas é sabido que ambos faziam parte de um grupo de pessoas que jogavam game de guerra e, no fórum de discussão, teriam arquitetado o atentado.
Tudo começou na manhã de ontem, pouco antes das 9h30, quando a dupla foi até a uma locadora de veículos do tio do adolescente, Jorge Antonio de Moraes, de 59 anos. Informações revelam que Moraes teve conhecimento do que o sobrinho e o amigo planejavam fazer e acabou sendo baleado pelo próprio parente. Em seguida, a dupla teria roubado um dos carros da loja, um Chevrolet Onix, de cor branca, e se dirigiu até a Escola Estadual Raul Brasil, no Jardim Imperador. Ao chegarem lá, entraram normalmente e foram recebidos pela coordenadora pedagógica, Marilena Ferreira Vieira Umezo, 59, que acabou se tornando a primeira vítima fatal.
Com pistolas calibre 38, uma besta - espécie de arco e flecha -, um machado e carregadores de munição, Monteiro e Castro começaram, então, a atirar pela escola, atingindo mais seis pessoas. Quando a Força Tática da Polícia Militar chegou à instituição de ensino, de acordo com o secretário de Estado da Segurança Pública, o general João Camilo Pires de Campos, um deles atirou no comparsa e, depois, se matou. "O que aconteceu em Suzano é algo muito triste para os brasileiros. Foram dez mortos, incluindo os dois atiradores. Ao final da ação, quando eles se depararam com a Força Tática, estavam prestes a entrar em uma sala de aula com trinta alunos, mas viram os policiais e um matou o outro e depois se suicidou", disse Campos.
Informações divulgadas durante a coletiva de Imprensa também esclarecem que Monteiro era evadido da escola e há especulações de que ele era alvo de bullying. Durante toda a ação, a dupla estava encapuzada e mascarada.
  • Guilherme entrou na escola e efetuou disparos
  • Ao fundo, o carro Onix, estacionado pelos jovens que invadiram escola
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