Cidades
Publicada em 15/03/2019 - 00h03min

Lílian Pereira
Arena Suzano

Mais de 15 mil acompanham velório

Os assassinatos que ocorreram anteontem na Escola Estadual Raul Brasil, localizada no bairro Jardim Imperador, em Suzano, deixarão profundas marcas

Foto: Felipe Claro

Ginásio é tomado por amigos e familiares das vítimas
Os assassinatos que ocorreram anteontem na Escola Estadual Raul Brasil, localizada no bairro Jardim Imperador, em Suzano, deixarão profundas marcas. Antes dos sepultamentos, os corpos das funcionárias da unidade de ensino, Marilena Ferreira Vieira Umezo, de 59 anos, e Eliane Regina Oliveira Xavier, 38, e dos estudantes Kaio Lucas da Costa Limeira, 15; Claiton Antônio Ribeiro, 17; Samuel Melquíades Silva de Oliveira, 16, e de Caio Oliveira, 15, foram velados na Arena Suzano, localizada no Parque Max Feffer. A cerimônia teve início às 7 horas de ontem e começou a terminar por volta das 14h30. Apenas o corpo de Marilena não foi enterrado, já que é aguardada a chegada do filho dela, que mora na China.
Outro adolescente vítima fatal da tragédia, Douglas Murilo Celestino, 16, foi velado em uma igreja evangélica, localizada no bairro Parque Maria Helena, a pedido da família.
A emoção tomou conta do ginásio. Os seis corpos estavam enfileirados e, ao lado dos familiares, a todo momento recebiam o último adeus de amigos, conhecidos e curiosos. "É uma tragédia isso. Eu trabalho como monitora de transporte escolar e conhecia o Caio Oliveira, ele era um menino bom e cheio de vida, um amor de pessoa, éramos vizinhos", disse Maria Luciene da Silva, 44. Também monitora de transporte escolar, Sonia Maria dos Santos, 63, ressaltou que é preciso haver mais segurança nas escolas. "Pedimos segurança porque não vemos isso, parece que está tudo a Deus dará".
Mais de 15 mil pessoas passaram pelo velório das vítimas, que contou também com a presença de líderes religiosos. Ainda fora da Arena, era possível acompanhar filas quilométricas de pessoas que queriam passar um conforto às famílias. Uma delas era a professora Alenilde da Silva, 47. Ela contou que o filho era amigo de dois jovens mortos. "Quando eles estavam na quinta-série estudaram juntos na Escola Municipal de Ensino Fundamental Antônio Marques Figueira, mas depois se separaram. Sinceramente, foi um choque, algo muito grave, feio, um absurdo, muito cruel", contou.
Primeira vítima
A primeira vítima da dupla foi Jorge Antônio de Moraes, 51, dono de uma concessionária de veículos. Ele é tio de Monteiro e chegou a ser levado para o Hospital das Clínicas de São Paulo, mas não resistiu e faleceu. A loja dele fica a 500 metros da escola.
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