Cidades
Publicada em 25/04/2019 - 21h58min

Saúde

Capoterapia vira opção para idosos

Atividade se tornou uma terapia alternativa que utiliza os movimentos da capoeira, de maneira mais suave, para a prática de exercícios dos mais velhos

Foto: Osvaldo Birke/AIPMI

idosos
A capoterapia tem movimentado as aulas da Melhor Idade nas unidades do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) de Itaquaquecetuba. A atividade é uma terapia alternativa que veio da adaptação da capoeira com movimentos mais suaves para atender a esse público. As inscrições para as turmas continuam abertas, basta ir ao Cras mais próximo do local onde mora.
A capoterapia nasceu a partir do projeto Capoeira para Todos, do mestre Gilvan, em 1998, no Distrito Federal e se expandiu para várias partes do país. Se utiliza do lúdico da capoeira que associa cantigas antigas com movimentos de dança e alongamento. Outro aspecto em destaque é a socialização e a positividade, que busca unir o estado físico e espiritual.
O capoterapeuta Vinícius Henrique dos Santos explica que os benefícios são inúmeros tanto para o corpo quanto para a disposição. "A Capoterapia serve para que reaproxime uns com os outros, melhora auto estima. Se reflete hoje mais aos idosos, que muitas vezes as pessoas viram as costas, mas que tem muita história para contar. Desenvolve a mente, o físico, o vigor, a pessoas que está depressiva que acha que não consegue desenvolver as atividades. A gente faz a terapia do amor, da conexão. "
Santos diz ainda que no início do curso muitos idosos apresentavam problemas de saúde, falta de ânimo e disposição. Com a atividade física houve um aumento no vigor e redução até no consumo de remédios - sempre sob orientação médica. "Sempre fazemos rodas de conversa e os relatos que têm chegado até nós é de uma grande melhora na qualidade de vida dessas pessoas".
Uma das participantes da capoterapia no Cras do Jardim Itaquá é a aposentada Leonilda Rosa Conceição dos Santos, de 64 anos. Ela descreve que tinha muitos problemas de saúde, mas que sua vida melhorou quando passou a frequentar as aulas. "Isso aqui agora é minha vida, minha família. Eu melhorei muito. Sentia umas coisas na cabeça que parecia que chovia, de tanto barulho, e agora não tenho mais isso". Sua colega de turma, Edileia Fernandes da Silva, de 72 anos, também afirma que é assídua das aulas e que registrou uma grande melhora na pressão arterial. "Eu tinha problema de pressão e hoje está controlada. Eu tomo apenas um remédio por dia e me sinto ótima", descreve. 
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