Opinião
Publicada em 27/04/2019 - 20h39min

Felício Kamiyama

Ações padronizadas

No início do mês de abril, o Alto Tietê era surpreendido com a notícia de uma ação audaciosa perpetrada por uma quadrilha, especializada em roubo a bancos, na cidade de Guararema, resultando em troca de tiros, muito pânico e mortes. Na madrugada do dia 4, transportando elevada quantidade de materiais explosivos, a quadrilha, composta por 25 integrantes, se dirigiu para a mencionada cidade a fim de praticar atentado contra duas agências bancárias e, para tanto, prevendo fazer frente à polícia local, todos utilizavam fuzis, devidamente protegidos por coletes à prova de balas e seguiam embarcados em veículos blindados.
Informados pela inteligência do Gaeco, forças especiais da Polícia Militar foram mobilizadas para ação conjunta com a polícia da região.
O confronto foi inevitável, tendo a Rota, a Força Tática e as Rádio Patrulhas papel determinante na neutralização dos criminosos e na contenção da crise em via pública.
Na fuga, alguns criminosos adentraram na mata e outros invadiram sítios, fazendo moradores reféns, destacando a atuação de duas outras forças especiais, sendo o COE e Gate, ambas companhias especializadas, que, juntamente com o canil, são subordinadas ao 4º Batalhão de Choque da Polícia Militar.
O COE, comando de Operações Especiais, companhia criada em 1970, é empregada em ações policiais em locais de difícil acesso, matas e florestas, sendo seus integrantes profundos conhecedores do ambiente e, por isso, muito requisitado em buscas de pessoas perdidas.
O Gate, Grupo de Ações Táticas Especiais, criado em 1987, atua nos moldes da Swat americana, sendo empregada em ocorrências policiais complexas com reféns ou bombas. Seus componentes são técnicos em materiais explosivos, bem como negociação e ação tática em ambientes confinados.
Embora especializadas, a base da atuação operacional das forças especiais é a mesma dos policiais que atuam no policiamento local, o que contribuiu com a ação coordenada e harmônica, possibilitando preservar vidas e minimizar danos à sociedade.
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