Opinião
Publicada em 27/04/2019 - 20h39min

Compromisso mundial

A educação é considerada o fio condutor para o progresso de uma nação. Ela é peça-chave para conduzir o crescimento nas diversas esferas e a que capacita o ser humano, que, ao longo do seu desenvolvimento, agrega valores sociais, éticos e morais. Hoje, 28 de abril, celebra-se o Dia Internacional da Educação, criado com o objetivo de promover uma reflexão sobre os caminhos que esse importante segmento vem seguindo. Ele foi lançado oficialmente em 2000, durante o Fórum Mundial de Educação de Dakar, realizado no Senegal.
Na ocasião, 180 países firmaram um compromisso pela educação básica, de modo que ela fosse ampliada. Os países assinaram um documento que estabeleceu uma agenda para a educação, norteada em seis metas que deveriam ser alcançadas até 2015. Todas reforçavam a necessidade de melhorar a qualidade do ensino e assegurar excelência para todos, para, assim, garantir resultados mensuráveis, especialmente com relação à alfabetização - que envolve leitura, escrita, interpretação e oralidade -; à matemática - que inclui resolução de problemas - e, por fim, habilidades essenciais à vida, voltadas aos aspectos socioemocionais, comportamentais e capacitação para o mercado de trabalho.
Anos depois, o Relatório de Monumento Global EPT - Educação para Todos, elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU), apresentou os resultados, e, de forma geral, houve, sim, uma melhora, em especial com relação ao aumento de crianças na escola. No entanto, o cenário ainda é alarmante, e os dados mostraram que os desafios são inúmeros.
No Brasil, este resultado não é novidade. A educação, um direito universal, ainda não agrega todas as crianças e adolescentes. Ao todo, 11,5 milhões de pessoas com mais de 15 anos são analfabetas, segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A meta para 2015 era baixar para 6,5% o índice da população analfabeta. No entanto, restam 7% de brasileiros sem a capacidade de ler ou escrever. De fato, uma realidade assustadora. Que a data inspire a reflexão coletiva sobre a importância da educação, não só a escolar, como também a familiar e a social.
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