Cidades
Publicada em 08/05/2019 - 20h42min

Nicolas Takada*
MOsquito

Índice de infestação de Arujá pelo Aedes é considerado alto

Informação surgiu após um levantamento do Ministério da Saúde entre mais de 5,21 mil municípios brasileiros

Foto: Divulgação

Alguns municípios apresentam níveis de alerta enquanto outros estão satisfatórios
O Ministério da Saúde divulgou, na semana passada, o primeiro Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2019. As informações do Alto Tietê apresentam quatro cidades em estado satisfatório, quatro em estado de alerta e Arujá apresentando um alto índice de infestação, com risco de surto para as doenças dengue, zika e chikungunya. Segundo a pesquisa nacional, Arujá faz parte dos 994 municípios que apresentaram um alto nível de nascimento dos mosquito, a cidade apresenta um Índice de Infestação Predial (IIP) de 6,0% o maior índice de infestação da região. Os dados foram coletado desde o começo do ano até o final do mês passado.
A pesquisa informou que, levando em conta os dados de alerta, Suzano e Guararema estão com IIP abaixo de 2%, Mogi das Cruzes está com um IIP de 1,6%, no entanto, Santa Isabel tem o maior índice de alerta, com 3,6%.
Nas informações também constam as cidades que estão com o IIP satisfatório, como Ferraz de Vasconcelos com 0,2%, Itaquaquecetuba com 0,8%, Poá com 0,2% e Salesópolis com 0%. Esses quatro municípios acompanham outros 1.804 que apresentam resultados regulares por todo o país.
Biritiba Mirim foi o único que não fez parte da pesquisa realizada pelo ministério. Ao todo, 5.214 municípios realizaram algum tipo de levantamento que classifica o risco de aumento das doenças dengue, zika e chikungunya, causadas pelo Aedes aegypti
Segundo o Ministério de Saúde, o LIRAa é um instrumento fundamental para o controle do vetor e das doenças transmitidas pelo Aedes. Para a pasta, os números são importantes para que os prefeitos possam identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito. Ainda será possível determinar qual o tipo de criadouro predominante e, desta forma, as prefeituras terão melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito transmissor.
*Texto supervisionado pelo editor.

Arujá instala faixas com risco de contágio

Para tentar diminuir os riscos a infestação do Aedes aegypti em Arujá, a Secretaria de Saúde instalou faixas em áreas com risco de transmissão de dengue

Para tentar diminuir os riscos a infestação do Aedes aegypti em Arujá, a Secretaria de Saúde instalou faixas em áreas com risco de transmissão de dengue. O município tem 56 casos confirmados da doença, sendo 31 no bairro Parque Rodrigo Barreto e quatro importados.
"Os agentes de controle de vetores têm feito aplicação de inseticida, bloqueios, mutirões de fins de semana, conversado pessoalmente e distribuído informativos à população. Sem o envolvimento efetivo dela este trabalho é muito prejudicado porque fica impossível eliminar totalmente o mosquito", explicou a diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde, Mirian Miletti.
As faixas foram instaladas no Parque Rodrigo Barreto, no Centro Residencial, que tem sete casos da doença, e na região central.
Além do Barreto e do Residencial, 11 bairros têm casos de dengue: Jardim Planalto (3), Center Ville (2), Jordanópolis (2), Arujamérica (2), Mirante (2), Jardim Pinheiro (2), Caputera (1), Copaco (1), Corrêas (1), Vila Pilar (1) e Jardim Renata (1). "Os números nos preocupam e demonstram que há risco em todas as regiões", disse a secretária Mirian Miletti.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, 80% dos criadouros estão nas casas e os principais motivos são o armazenamento incorreto de água, vãos nas caixas d'água e recipientes no quintal.

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