Cidades
Publicada em 14/05/2019 - 20h43min

Felipe Antonelli*
Transporte por aplicativo

Motoristas buscam segurança no trabalho

A falta de segurança dos motoristas por aplicativo e a sensação de impotência frente à violência na região do Alto Tietê, especialmente em Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba, está aumentando com as seguidas ocorrências recentes de sequestro

A falta de segurança dos motoristas por aplicativo e a sensação de impotência frente à violência na região do Alto Tietê, especialmente em Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba, está aumentando com as seguidas ocorrências recentes de sequestro.
Depois do último domingo, quando um motorista foi feito refém e colocado no porta-malas de seu carro, com pés e mãos amarrados, o número de crimes voltou a aumentar anteontem quando Wagner Luis da Silva e Wallace de Araújo Silva, foram presos pela polícia após o roubo de um carro que prestava o serviço de transporte de passageiros por aplicativo de celular em Itaquá. Nesta oportunidade o motorista não foi feito refém, mas nas outras três ocasiões (em menos de um mês), os prestadores do serviço foram obrigados a permanecer no porta-malas.
Com esse cenário de insegurança, órgãos representantes dos motoristas e as empresas de transporte por aplicativo começaram a apresentar métodos para prevenir as ocorrências desses crimes.
Por meio do seu presidente, Maicon Silva, a Associação de Motoristas por Aplicativo da Região do Alto Tietê (Amarat), está preparando uma cartilha que será entregue aos motoristas com dicas e instruções para que a segurança seja prioridade para os prestadores de serviço. Uma dessas recomendações, que deve estar no conteúdo distribuído, é a de deixar um celular carregado e desligado no porta-malas do veículo para que, em um possível sequestro, seja possível fazer uma ligação à polícia. "Por incrível que pareça, é quase sempre o mesmo método utilizado pelos criminosos. Por isso esse material vai ser distribuído, para deixar claro como eles praticam os roubos e como se prevenir", destacou Silva.
Já a empresa Zomm, cadastrada junto à prefeitura - embora ainda não seja atuante em Mogi -, foi além. O botão do pânico para os motoristas que estiverem em situação de risco já está presente no aplicativo que entrará em atuação assim que resolvido as questões burocráticas com a administração municipal. Outro diferencial da plataforma é a necessidade do usuário ter que informar seu CPF em todas as viagens que ele solicitar. O presidente da empresa, Giovane Ricardo de Melo, disse que estão focados na segurança de seus passageiros e motoristas. "Temos que trabalhar nesta questão sem descanso. O aplicativo por celular apresenta muitas facilidades aos criminosos, não sabemos quem está solicitando a corrida e temos que coibir esses abusos o mais rápido possível", destacou.
*Texto sob supervisão do editor.
  • Silva, da Amarat, prepara cartilha de segurança
  • Botão do pânico já está presente no aplicativo Zomm, que ainda não roda na cidade
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