Cidades
Publicada em 15/05/2019 - 21h51min

Nicolas Takada*
40% do orçamento

Câmara de Poá terá comissão para acompanhar caso do Itaú

Medida foi aprovada durante sessão de terça-feira, Legislativo precisa definir quem serão os membros do grupo

Foto: Felipe Claro

Até ontem, decisão do banco era de não se manifestar sobre possível saída de Poá
A Câmara dos Vereadores de Poá aprovou, anteontem, uma comissão de representação para acompanhar os desdobramento da comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sonegação Fiscal, formada na Câmara de São Paulo que, entre outras ações, investiga as operações da sede administrativa do Itaú em Poá por fraude fiscal e endereço falso. Cerca de 40% do orçamento anual da prefeitura é oriunda dos pagamentos dos Impostos Sobre Serviço (ISS) com operações de leasing e cartões. Caso o banco deixe a cidade, Poá perderá uma receita perto de R$ 157 milhões. 
De acordo com o vereador Saulo Souza (SD), que propôs a criação da comissão, as consequências são temerárias e preocupantes para o município de Poá, sobretudo no que diz respeito ao risco iminente da perda de arrecadação, assim como o grande impacto financeiro e social que acarretarão aos serviços públicos municipais.
A informação foi divulgada em um ofício que o parlamentar tentou mostrar para o presidente da Casa de Leis, David de Araújo, o Deivão (PR). Uma portaria para decidir os membros da comissão e dar mais informações sobre o encargo deve ser editada pelo Legislativo.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Saulo Souza afirma que a grande preocupação dos moradores é a possível perda de arrecadação. "Fomos surpreendidos com uma decisão do Itaú de deixar a cidade, mas não surpreendido por um processo que teve início na Câmara de São Paulo, que desde março do ano passado estão numa investigação sobre a sonegação fiscal do município de São Paulo', afirmou. Saulo também apresentou um requerimento ao vereador e presidente da CPI da Sonegação Fiscal de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) que requer acesso à cópia do processo e a solicitação dos desdobramento da CPI.
O vereador Saulo Teixeira Alberto da Costa (PFL), o Saulo Dentista, apontou durante a sessão que o Executivo poaense poderia já saber dessa investigação. "Será que não previram isso? Será que esse acordo foi mesmo feito de última hora?"
O presidente da Câmara de Poá e o vice-presidente, José Carlos Costa (PDT), o Zé Carlos Maçã do Amor, foram procurados, porém, não se manifestaram. A reportagem procurou também o Itaú para saber alguma posição a respeito da investigação divulgada durante esta semana, no entanto, o banco respondeu que não irá se manifestar em relação a sede em Poá. Já a prefeitura informou que, enquanto o Itaú não se pronunciar a respeito do assunto, o Executivo não irá se manifestar.
*Texto supervisionado pelo editor.
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