Cidades
Publicada em 15/05/2019 - 23h41min

Estadão Conteúdo
Mais protesto

Em SP, manifestantes ocupam a Paulista

Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo

Paulista ficou tomada por participantes no protesto
Manifestantes contra os cortes do governo Jair Bolsonaro (PSL) na educação básica e no ensino superior ocuparam ontem a região da avenida Paulista, no centro de São Paulo. A Polícia Militar acompanhou o protesto, mas não deu estimativas em relação ao número de participantes. Na sexta-feira da semana passada, um encontro entre integrantes da Apeoesp e agentes da CET, da GCM e da PM, na sede do 11° Batalhão da PM, na rua Vergueiro, definiu alguns procedimentos adotados no movimento de ontem.
A CET bloqueou o trânsito na região e os agentes da Rocam ajudaram a organizar o trânsito, conforme explicações do capitão da PM Roberto Adashi, oficial que liderou o acompanhamento da operação. Segundo Adashi, foi acordado que a passeata contra o presidente seguiria até a Assembleia Legislativa de São Paulo.
Jovens com uniforme da escola, camisetas da universidade em que estudam e pessoas usando adesivos com frases "eu luto pela educação" e "livros sim, armas não" tomaram parte das calçadas na Paulista desde o início da tarde.
Educadores e estudantes mudaram a rotina de quem trabalha pela avenida. Homens engravatados e de roupa social se depararam com grupos de estudantes cantando palavras de ordem contra os cortes na educação e as políticas defendidas pelo governo Jair Bolsonaro (PSL). "Eles têm de defender as universidades e escolas mesmo. É o futuro do país que está em jogo. Fico feliz que eles estejam mobilizados", disse a comerciante Laís Paes do Carmo, de 35 anos.
Já o empresário Luis Gustavo de Lima, 45, não concordou com a manifestação das pessoas por achar "exageradas as críticas ao governo". "Se gasta muito com universidades e políticas que não deram certo. Tem que cortar o dinheiro mesmo, o país está em crise", disse.
Pelo menos 75 das 102 universidades e institutos federais do país convocaram os protestos em resposta ao bloqueio de 30% dos orçamentos determinado pelo Ministério da Educação (MEC). Eles tiveram apoio de universidades públicas estaduais de diversos Estados - incluindo São Paulo, onde os reitores de USP, Unicamp e Unesp convocaram docentes e alunos para "debater" os rumos da área.
Um dos alvos do protesto, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse na terça-feira que as universidades precisam deixar de ser tratadas como "torres de marfim" e não descartou novos contingenciamentos.
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