Editorial
Publicada em 08/05/2019 - 23h05min

Baixo investimento

Soluções para o trânsito, mobilidade urbana e acessibilidade não são prioridades para o governo federal. As áreas prioritárias, como Saúde, Educação e Segurança devem, sim, manter orçamentos maiores, mas a pouca preocupação em facilitar a locomoção da população pelas ruas chega a assustar.
Quem acompanhou os debates nas últimas eleições presidenciais vai se lembrar que os temas transporte público e mobilidade urbana foram pouco discutidos. Não há propostas criativas e nem estratégias para o setor. A Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovou recursos de R$ 3,38 trilhões, dos quais apenas R$ 707 milhões foram destinados à mobilidade urbana e trânsito. Em relação ao orçamento específico para o sistema de transporte coletivo, os recursos são ainda menores, limitados a R$ 348 milhões para 2019, ou seja, 0,01% do orçamento total.
O Brasil tem projetos em andamento, como corredores urbanos, BRTs, faixas exclusivas, ciclovias, VLTs, teleféricos, trens, dentre outros. Mas, com baixos investimentos públicos, as empresas especializadas do setor não são atraídas para criarem alternativas e mecanismos que facilitariam a circulação nas cidades. E o cenário não é animador para 2019, já que mudanças estruturais no governo vigente extinguiram pastas, como a de Transportes, Portos e Aviação Civil, Cidades, dentre outras. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), antes vinculados ao Ministério das Cidades, agora foram integrados ao Ministério da Infraestrutura, assim como Transportes. Assim, fica evidente que o governo terá dificuldades ainda maiores em priorizar a mobilidade urbana.
Hoje, a comissão responsável na Câmara de Mogi irá se reunir com a Secretaria de Transportes para debater o tema mobilidade urbana. O encontro será realizado após duas das empresas responsáveis pelo transporte público em Mogi das Cruzes, CS Brasil e Princesa do Norte, não comparecerem às reuniões já marcadas anteriormente com os vereadores mogianos, nas quais seriam tratadas propostas de melhorias para os usuários do sistema. Definitivamente, é hora de levar o assunto mais a sério.
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