Cidades
Publicada em 14/06/2019 - 01h22min

Felipe Antonelli *
situação delicada

Nilo sinaliza que Helbor não renovará com Mogi Basquete

Secretário de Esportes, responsável pela filiação de patrocínios, atribuiu a suposta decisão à crise econômica

Foto: Mogi News

Nilo disse que uma definição oficial sobre o assunto será dada nos próximos dias
O clima de incertezas que dominava o Mogi Basquete aos poucos vai se afastando do clube e mostrando à torcida uma realidade dura de aceitar. Isso porque, ontem, o secretário de Esportes e Lazer de Mogi das Cruzes, Nilo Guimarães, principal responsável pela filiação de patrocinadores e montagem do elenco, afirmou que "pela situação econômica que o país vive, a empresa Helbor não renovaria o contrato com o clube", que deixaria de contar com 50% dos repasses de patrocínio, pelo menos enquanto não houver a assinatura de contrato. Ele espera que nos próximos dias, ocorra uma definição oficial sobre a possível renovação. Na semana passada, a reportagem entrou em contato com a empresa e eles informaram que não iriam se pronunciar.
A situação do clube começou a ficar mais delicada anteontem com o anúncio da saída de três jogadores vistos como protagonistas do time principal: o americano Shamell Satalworth, o pivô JP Batista e o armador Arthur Pecos.
Sobre a perda dos atletas, o chefe da pasta disse que, com o fim do contrato, os três jogadores foram assediados por outras equipes e como Mogi não fez proposta para mantê-los na equipe, os jogadores optaram em deixar o clube. "Todas as 13 equipes do NBB (Novo Basquete Brasil) estão passando por isso, estão no mesmo patamar, com as mesmas dificuldades de Mogi", explicou.
Com os desfalques, Mogi deve ir ao mercado para buscar jogadores como peças de reposição, mas, como informou o secretário Guimarães, "no momento certo". O chefe da pasta lembrou que uma nova regra pode estar presente nesta temporada, que diz respeito a possibilidade dos times terem mais jogadores estrangeiros na equipe, o que indica que alguns reforços podem vir de fora do Brasil. "Mogi não tem condição de montar uma equipe só para participar, vamos montar uma equipe competitiva, forte, tenho certeza disso", frisou.
Torcedor
Mesmo com a identificação de Shamell com a torcida, Wagner Lorijola, torcedor do clube desde os anos 90, fala que, na visão dele, a maior baixa dentre os três que não fazem mais parte do elenco, é o pivô JP. Para Lorijola, é difícil de encontrar no mercado um atleta de tanta qualidade nesta posição quanto ele. "Cada um na sua área eram muito bons, JP no garrafão e Shamell por fora. Mas JP era fundamental para o time", completou.
Além disso, o torcedor disse que a equipe está perdendo sua base e hoje Mogi se torna um time comum.
*-Texto supervisionado pelo editor
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