Cidades
Publicada em 10/07/2019 - 22h01min

saúde

Psicólogos enviados a Suzano começam a atender nos postos

Necessidade de reforço surgiu devido aos acontecimentos de 13 de março com o ataque à escola Raul Brasil

Foto: Mauricio Sordilli/Secop Suzano

Profissionais enviados pelo governo estadual se apresentaram ontem nas unidades da rede municipal de saúde
Os psicólogos enviados a Suzano pelo governo do Estado, a partir de uma parceria com a Fundação Faculdade de Medicina (FFM), apresentaram-se na manhã de ontem nas unidades da rede municipal de saúde. O trabalho será voltado para a demanda reprimida e para a promoção de ações de saúde mental junto à comunidade.
As atividades estão sendo coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Os profissionais passam a atender nos quatro Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e nas 22 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e de Saúde da Família (USFs) espalhadas pelo município.
A necessidade de reforço no setor, que contava com 19 psicólogos, surgiu devido aos acontecimentos de 13 de março deste ano, com o ataque à Escola Estadual Professor Raul Brasil. Agora são mais 34 profissionais, que passaram por um processo de acolhimento e formação promovido pela Prefeitura de Suzano na última semana.
O trabalho será continuado junto a alunos, professores e funcionários de unidades de ensino, tratando semanalmente ou quinzenalmente. A procura por atendimento, que era de aproximadamente 1,2 mil por mês, passou a contar com mais de 400 casos relacionados direta ou indiretamente à tragédia, que deixou dez mortos e 11 feridos. Os profissionais atuarão também como agentes de promoção da saúde mental nas escolas do entorno dos postos ou dos Caps em que estiverem.
Expectativa
A expectativa é de que, com o início do chamamento dos pacientes e com as ações preventivas na rede de ensino e na população, a demanda reprimida comece a diminuir gradativamente.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, toda a procura da comunidade escolar da escola Raul Brasil foi absorvida pela Raps. "O trabalho que começa agora será avaliado durante todo o período do contrato, que durará até dois anos, nos atentando às necessidades da nossa população", explicou o chefe da pasta, Luis Cláudio Rocha Guillaumon
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