Cidades
Publicada em 10/07/2019 - 22h43min

Nicolas Takada*
Poá

Associação quer reunião para tentar permanência do Itaú

Informação foi passada pelo presidente a Acip durante protesto que reuniu 2 mil pessoas em frente ao banco

Foto: Mariana Acioli

Manifestação é uma tentativa de sensibilizar a direção da instituição financeira
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Poá (ACIP), Rodolfo Zaharansky, afirmou ontem durante manifestação em prol da permanência do Banco Itaú na cidade que a Câmara dos Vereadores de São Paulo, junto com o banco Itaú e a prefeitura, poderão ter uma reunião ainda neste mês para resolver a situação. O protesto juntou cerca de 2 mil poaenses em frente ao banco, segundo a Guarda Civil Municipal (GCM).
Segundo Zaharansky, a própria Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sonegação Tributária da câmara paulistana estaria planejando uma reunião entre a Acip, o banco e a Prefeitura de Poá para resolver a melhor decisão para todos. "A Comissão de São Paulo está agendando para a próxima semana, entre 21 e 26, uma nova reunião entre a CPI, o Itaú e Poá para tentar rever toda essa situação social que vai acontecer na cidade". A estimativa é que o banco encerre as atividades até o fim do mês.
Zaharansky afirmou que ações como o de ontem incentivam a população a se ajudar. "O movimento foi pensado há uns 40 dias, quando nós soubemos de uma possível saída do banco. O objetivo também foi sensibilizar todos os envolvidos'.
O prefeito, Gian Lopes (PL), que esteve no local, não deu previsões sobre negociações. "Nós estamos discutindo ainda com o banco para ver se nós conseguimos uma transição. Por enquanto não tem nada oficial. Nós estamos aguardando o Itaú nos comunicar para ver os trâmites que devem ser feitos". Questionado sobre a reunião, o prefeito afirmou não ter nada planejado ainda.
Grande parte da Câmara dos Vereadores esteve presente no ato. O presidente da Casa, David de Araújo Campos (PL), o Tio Deivão, explicou que todos os lados estão lutando para a permanência do banco, porém, o parlamentar não soube explicar a situação da comissão criada para auxiliar na permanência do Itaú. "Isso é com o presidente da comissão (Lazáro Borges -Pros) que foi escolhido há dois meses com o intuito de levar uma conversa entre o Legislativo e o banco. Eu não posso falar nada porque eu não acompanhei a comissão'', afirmou.
De acordo com informações apuradas pela reportagem, diversos servidores foram dispensados do trabalho para acompanhar a manifestação, que durou cerca de uma hora e teve diversos cartazes dizendo "Fica Itaú'', balões das cores do banco e carros de som.
Ontem também ocorreu uma sessão extraordinária, na câmara, às 10 horas, para tratar de uma liberação de R$ 1,5 milhão para a realização de uma reforma no Parlamento. No entanto, durante o protesto, o Tio Deivão afirmou que a Casa já tinha esse orçamento e que só precisava de uma votação para verificar se iria ou não realizar intervenção, no final a liberação foi aprovada. Segundo algumas informações, o próprio ato do "Fica Itaú'' teria sido realizado para ocultar a votação.
*Texto supervisionado pelo editor.
 
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