Opinião
Publicada em 17/09/2019 - 20h43min

Venda dos Correios

Uma empresa que já foi símbolo do Brasil hoje está relegada a uma estatal que é lembrada como cabide de emprego e local de corrupção. A Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) merecia um destino melhor do que ser lembrada desta forma. Sua fundação, que data de 1663, quando o Brasil ainda era anexado ao reino de Portugal, ostentava o nome de Correio-Mor, mas em 1969 passou a ser conhecida como ECT.
A empresa voltou à cena nacional e, no Alto Tietê, com 15 agências, não poderia ser diferente, com a possibilidade da venda à iniciativa privada. É claro que a maioria dos 105 mil empregados são contra essa medida, em grande parte porque tiraria a estabilidade de emprego. Com a criação de companhias de entregas, como a UPS e FedEx, os Correios ganharam concorrentes de peso nesse mercado e, por ser uma estatal com toda aquela carga burocrática que estamos acostumados no Brasil, acabaram perdendo espaço para essas empresas.
Embora ainda detenha o monopólio postal brasileiro, ou seja, somente os Correios podem entregar carta, está cada vez mais claro que a companhia vai perdendo mais espaço, uma vez que a entrega de contas de consumo, como água e luz, estão cada vez mais se tornando virtuais. Pode demorar, mas vai chegar um momento em que ninguém terá mais correspondências como essas para receber e, o destino da empresa, formada antes do Brasil se tornar independente, pode ser o de desaparecer.
Algo precisa ser feito. Se a privatização não for a melhor solução, talvez tornar a empresa como capital misto - como ocorre com a Petrobras e a Embraer, que conseguem competir com o mercado internacional - seja um caminho mais viável e uma forma de manter a empresa sobre o julgo da União ao menos como acionista.
Por ser tratar de uma grande companhia, a venda ou não dos Correios não ocorrerá da noite para o dia, ainda deve demorar um pouco para ocorrer e precisa de aval do Congresso Nacional para ser vendida. Até lá, muita coisa pode acontecer.
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