Esportes
Publicada em 05/10/2019 - 17h32min

Árbitro de vídeo em baixa

Clubes reclamam de atuação do VAR

Foto: Divulgação

VAR não diminuiu as reclamações dos times
A implementação do árbitro de vídeo (VAR, na sigla em inglês) nesta edição do Campeonato Brasileiro não reduziu o número de reclamações dos clubes. Levantamento feito pelo Estado envolvendo os 220 jogos realizados até o início da 23.ª rodada mostra que a quantidade de queixas permanece alta, mesmo com a presença da tecnologia.
O levantamento se baseou nas súmulas da CBF, informações sobre o andamento dos jogos e entrevistas de jogadores, técnicos e dirigentes para quantificar as reclamações a respeito da arbitragem e quais os tipos de lances motivaram mais queixas. As polêmicas foram tabuladas e separadas em diferentes categorias, como pênalti, expulsão, falta, impedimento, toque de mão, repetição de cobrança de pênalti após o goleiro se adiantar e lateral invertido que originou gol.
O trabalho procurou registrar todas as reclamações dos 20 times, não apenas os lances em que o VAR foi acionado e não levou em consideração se a decisão do árbitro naquele momento foi a correta ou não.
Foram computadas 103 queixas nas 220 partidas analisadas, isto é, uma média de 0,46 queixa por jogo. Segundo a análise, 63 partidas suscitaram algum tipo de protesto, seja de jogador, técnico ou dirigente, o que significa dizer que houve chiadeira em 28% dos confrontos analisados.
A reclamação por marcação ou não marcação de penalidades é a mais recorrente dos clubes em relação à arbitragem - foram 54 protestos por esta razão contra 29 por conta de expulsões e seis por impedimentos.
Com 13 reclamações, o Fluminense lidera a lista em relação às decisões dos líderes do apito, à frente do Vasco, que contestou oito marcações. Athletico-PR, Botafogo, Fortaleza e Internacional vêm na sequência, com sete queixas cada um. (E.C.)
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