Cidades
Publicada em 02/12/2019 - 17h37min

Douglas Pires

Sogros considerados pais

Foto: Mariana Acioli

Lemos faz questão de deixar no consultório um modelo do chapéu, homenagem ao sogro
Durante a entrevista, o cirurgião-dentista fez questão de mencionar, por mais de uma vez, que os seus sogros, Ezio Garzon e Therezinha de Jesus Issa Garzon, são os seus segundos pais. Questionado sobre este sentimento, Lemos acredita que tenha a ver com uma questão de química mesmo. "É muito fácil falar dos meus sogros e muito difícil ao mesmo tempo. Eles eram pessoas extremamente generosas e justas. Meu sogro ajudou muita gente aqui em Mogi. Não foram coisas que me contaram, não. Muitas coisas eu vi", explicou.
O mogiano relatou que o seu sogro, certa vez, tirou a roupa do corpo para oferecer a uma pessoa desagasalhada. "Uma vez eu estava andando com ele de carro, estava bem frio. Meu sogro viu um morador de rua encostado no poste. De repente, ele deu uma freada eu levei um susto. Ele tirou a blusa do corpo e deu para o homem, entrou no carro e foi embora. Não falou nada", relembrou.
Na estante do consultório, entre os livros, há um modelo de chapéu verde com uma pena. Segundo o dentista, trata-se de um tributo ao sogro. "Ele era italiano e combateu na Segunda Guerra Mundial. Era oficial de infantaria de montanha, tropa de elite italiana, era alpino. E aquele é um chapéu alpino. Foi presente de uma paciente que sabia da história do meu sogro", relembrou.
Nasceu em Vicenza, na Itália, e veio para o Brasil entre 1949 e 1950, logo após a Segunda Guerra. Ele trabalhava como engenheiro-eletricista na antiga Light. Depois, já em Mogi, conheceu minha sogra, que era de Taquaritinga e veio com a família para Mogi", finalizou.
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