Cidades
Publicada em 02/12/2019 - 23h11min

Felipe Antonelli
Suzano

'Estou sofrendo um golpe', se defende o vereador Lisandro

Vereador é acuado de reter parte dos salários de assessores; câmara abriu duas comissões para apurar o caso

Foto: Ricardo Bittner/Câmara

De acordo com parlamentar, investigações ocorrem por ele ser oposição na Casa
Certo de que está sendo vítima de um golpe no Legislativo suzanense, o vereador Lisandro Frederico (PSD) se defendeu das acusações acatadas pela Câmara Municipal e disse que seu processo está sendo analisado no âmbito político deixando de lado a Justiça sobre os fatos.
"Desde 2017 mantenho um papel de oposição na câmara, de cobrança ao Executivo e a gente já sabia que em algum momento ia estourar algo assim (denúncias)", disse o parlamentar, indicando ainda que o ambiente político está se distanciando cada vez mais da democracia.
E é disso que o parlamentar, agora com duas Comissões Processantes (CP) instauradas contra ele no Parlamento, teme para o futuro de Suzano, ou seja, que a democracia do município seja minada a ponto que a oposição perca ainda mais sua representatividade.
O vereador disse ainda que as denúncias e a suposta perseguição contra seu mandato se intensificaram após, recentemente, ele confirmar sua intenção de se candidatar a prefeito. "A partir disso, já são duas denúncias na câmara pedindo a cassação do meu mandato, as duas sendo processadas de forma ilegal, desrespeitando lei e rasgando o regimento interno".
Em resposta, a presidente da Câmara de Suzano, Gerice Leone (PL), disse, quando recebeu a primeira denúncia, que todo o processo que motivou a abertura da Comissão Processante para investigar possíveis condutas irregulares do parlamentar, foi aprovado pelo corpo jurídico da Casa de Leis e que só após ter certeza da legitimidade do ato, a presidente colocou a denúncia para aprovação do plenário. "Todo o processo foi discutido com o jurídico, nada foi feito sem base nas leis", disse a presidente a época.
"Acho que é o momento que a população de Suzano tem que se unir, não por mim, nem pela câmara, mas pelas instituições da cidade", disse o parlamentar.
O caso
A primeira denúncia, que gerou uma Comissão Processante (CP) se baseia no documento de um morador da cidade que alega que o parlamentar reteria parte do salário de seus assessores, obrigando estes a fazer doações para a ONG de proteção animal do vereador e também para seu gabinete.
A segunda denúncia afirma que o parlamentar vem exercendo o mandato, em tese, com várias práticas incompatíveis, ilegais, ferindo os princípios da administração pública.
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