Cidades
Publicada em 15/02/2020 - 20h49min

Felipe Antonelli
Segurança mais forte

Índice de homicídios é o segundo menor em 20 anos

Delegado Rubens destacou trabalho feito pelo Setor de Homicídios, que vem colaborando para inibir o crime

Foto: Mariana Acioli

Respeito: 'Criminosos acham difícil cometer crime sem deixar vestígios em Mogi'
O número de assassinatos em Mogi das Cruzes no ano passado foi o segundo menor dos últimos 20 anos, feito que, de acordo com as autoridades, pôde ser alcançado pela união de diversos esforços em várias esferas da segurança pública. Foram 21 mortes nos 12 meses de 2019, índice abaixo apenas dos 19 assassinatos registrados em 2017, que segue sendo o ano com menos casos do tipo na cidade nas últimas duas décadas.
O ano de maior incidência das mortes violentas na cidade continua sendo 2004, que registrou a marca de 84 homicídios ao longo do ano, uma média de um assassinato em cerca de quatro dias. Desde então os números permaneceram em queda, mas longe da realidade vista hoje, em que o número de assassinatos se estabilizou próximo aos 22 casos.
Boa parte deste índice se dá pelo trabalho do Setor de Homicídios de Mogi das Cruzes, chefiados pelo delegado titular Rubens José Angelo. Em sua visão, o intenso trabalho de seus comandados, investigando, solucionando e prendendo os responsáveis por homicídios, tem sido fundamental para que tal índice esteja cada vez menor. "Esses dias nós solucionamos um caso em que no celular de um dos criminosos estava escrito que em Mogi seria difícil cometer o crime sem deixar vestígios, ou seja, nosso trabalho está refletindo na diminuição dos casos", exemplificou. Além disso, o delegado ainda creditou à Imprensa parte desta diminuição nos assassinatos, devido ao trabalho de divulgação das investigações da polícia.
Para o coronel Wagner Tadeu Prado, responsável pelo Comando de Policiamento de Área Metropolitano 12 (CPA/M-12), essa redução no número de mortes violentas pode ser explicada por diversos fatores e pelo engajamento de várias frentes de repressão a estes crimes. A Polícia Militar, por exemplo, colocou como foco a redução nos crimes contra o patrimônio, como assaltos, roubos e furtos de veículos, que também culminam nas mortes violentas. "Outro ponto decisivo para esse resultado são as ferramentas de inteligência da polícia, que orientam o policiamento para regiões onde o índice de ocorrências são maiores", explicou o coronel Prado.
Por fim, classificou como "vitória" a queda no índice criminal ao longo dos anos. "Essa estabilidade, baseada em número, é muito significativa, uma grande satisfação".
Nos últimos 20 anos, o índice de letalidade violenta também apresentou queda em praticamente todo o Estado de São Paulo, sendo que em 2019 o resultado também chama atenção. "Hoje podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que o Estado de São Paulo é o mais seguro do país", concluiu o coronel Prado.
Itaquá
Em Itaquaquecetuba a redução no número de homicídios foi ainda mais drástica, sendo o menor nos últimos 20 anos, visto que foram 19 mortes ao longo dos 12 meses do ano passado, número significativamente menor do que os 209 assassinatos registrados em 2001, por exemplo, quando o estudo da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) passou a divulgar à população a quantidade de ocorrências criminais.
Em 2019 foi a primeira vez que a cidade registrou menos de 20 homicídios.

Queda

Mogi das Cruzes
Ano     Homicídios
2019    21
2004    84

 
Itaquá
Ano     Homicídios
2019    19
2001     209
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