Opinião
Publicada em 22/01/2020 - 00h16min

Década do trânsito

A segunda década do terceiro milênio termina à meia-noite de 31 de dezembro deste ano. Ao fim deste período, teremos passado por dois quintos do século 21, um tempo que foi dedicado, pelo menos acordado entre governos de todo o mundo, com a chancela da Organização das Nações Unidas (ONU), à prevenção dos acidentes de trânsito e, consequentemente, de possíveis vítimas.
Esse plano de prevenção foi lançado em 2011, quando os cálculos indicavam que 1,25 milhão de pessoas morriam todos os anos em razão de colisões ou atropelamentos. Diversas campanhas de conscientização, educação, entre outras, foram lançadas neste período e, ao fim desta década, o mundo inteiro saberá se as ações reduziram esse número.
O Brasil também assumiu esse compromisso e, pelo menos aqui no Alto Tietê, a redução de vítimas fatais já é uma realidade. Mogi das Cruzes, Poá e Itaquaquecetuba mostraram queda nas mortes em acidentes, 4,47%, 66,6% e 8,33% respectivamente. Essa diminuição, embora seja construída com base no período 2018/19, vem ocorrendo desde 2015, quando o Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes (Infosiga) do Estado de São Paulo passou a tabular os falecimentos ocorridos nas ruas e avenidas paulistas. Em Suzano, o número de vítimas fatais teve leve aumento (7%), incluído aí os casos ocorridos tantos em vias administradas pela prefeitura quanto pelo Estado. Se for considerado apenas os casos em ruas municipais, houve também redução (28%).
O Alto Tietê é cortado por vias muitos movimentadas, como a SP-66, que liga à cidade de São Paulo, sem contar as grandes rodovias, como Ayrton Senna (SP-70), Presidente Dutra (BR-116) e Mogi-Bertioga (SP-98). É preciso reconhecer que os dados são otimistas, mas temos de avançar mais. Ainda não é possível conceber que pessoas saiam de casa para passear ou trabalhar e corram o risco de não voltar em razões de acidentes de trânsito. Estamos justamente no terceiro milênio e a invenção do automóvel tem mais de um século, é mais do que o tempo necessário para que saibamos nos comportar no trânsito.
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