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Publicada em 31/01/2020 - 02h41min

Felício Kamiyama

Oito segundos

É o tempo que precisamos para respirar e, assim, diante de uma situação estressante, evitarmos uma palavra ou ação, cuja consequência possa gerar sequelas, por vezes, irreversíveis.
Trata-se de um lapso que determina a manutenção de uma amizade harmônica ou o surgimento de uma inimizade feroz, a liberdade de uma locomoção ou as grades de uma prisão, a comemoração da vida ou a lamentação de uma morte.
Segundo especialistas no assunto, a respiração elimina as toxinas do corpo, funcionando como uma ponte entre esse e a mente, acalmando a pessoa, diminuindo o estresse e acalentando a ansiedade. Um olhar de poucos amigos, uma palavra mal dita, um pequeno esbarrão ou até uma fechada no trânsito são motivos, para alguns, para que seja acionada a chave mental que faz aflorar os mais primitivos instintos do homem.
No lugar de conversa, há ofensa e em vez de entendimento, há desinteligência que, na maioria das vezes, evolui para gestos bruscos, empurrões e agressões. Quatro segundos de inspiração e mais quatro de expiração para que possamos entender como faz sentido a célebre frase "Quando um não quer, dois não brigam".
Nesse momento, conduzidos por um apelo divino, começamos a questionar sobre qual o efetivo mal que as atitudes acima descritas podem nos trazer. E nada, invariavelmente, é a resposta que surge de maneira clara e cristalina em nossas mentes. Então, por que retribuir o olhar ameaçador com outro desafiador, a palavra que nos machuca com outra que venha a ofender, o esbarrão com um empurrão e a uma fechada no trânsito com uma perseguição.
Ações que, além de não resolver a questão, agravam a situação, fazendo com que pessoas de boa índole e com futuros promissores venham a ter suas vidas marcadas e comprometidas por atitudes impensadas e movidas pela emoção.
Oito segundos que, bem utilizados, farão com que um sorriso, um silêncio e até um pedido de perdão garantam a paz, a harmonia e a integridade das pessoas.
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