Cidades
Publicada em

Felipe Antonelli
Reforço contra o vírus

Hospital de Campanha será instalado próximo ao ginásio

Unidade será utilizada para tratamento de pacientes confirmados com coronavírus, mas que já deixaram UTIs

Como reforço para o sistema municipal de Saúde, a Prefeitura de Mogi das Cruzes construirá um hospital de campanha próximo ao ginásio Professor Hugo Ramos, no Mogilar. A unidade será utilizada para tratamento de pacientes confirmados com o coronavírus, mas que já deixaram as Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) e ainda necessitam de acompanhamento. Serão 160 leitos de baixa complexidade e outros 110 leitos que poderão ser instalados futuramente dentro das dependências do ginásio, caso haja necessidade.
O local e a confirmação do número de leitos foram informados no início da noite de ontem pelo secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, em transmissão ao vivo realizada pela Prefeitura de Mogi das Cruzes no Facebook.
O secretário Naufel já havia se pronunciado oficialmente sobre a possibilidade da criação de uma unidade provisória nos últimos dias, quando afirmou ter sinalização positiva do prefeito Marcus Melo (PSDB) para o desenvolvimento do projeto. Ontem, Naufel chegou a afirmar ainda que a relação de medicamentos e materiais para o funcionamento da unidade já foi levantada pela Pasta e todo orçamento foi aprovado pelo Executivo mogiano. Mesmo com essas medidas, o titular da Pasta não garantiu que haverá leitos disponíveis a todos. "Não sei se será suficiente", concluiu.
Ainda como reflexo do coronavírus, começou a valer ontem o decreto publicado pelo governo do Estado de São Paulo que determina quarentena em todos os 645 municípios do Estado de São Paulo. A medida será válida por 15 dias, podendo ser prorrogada e impõe o fechamento de estabelecimentos comerciais que não estejam entre os serviços essenciais de alimentação, Saúde, abastecimento, limpeza urbana, segurança pública e bancos. A restrição ao funcionamento do comércio foi adotada para conter o avanço do novo coronavírus.
Pelo decreto, todos os comércios que realizam atendimento presencial, incluindo bares, restaurantes, cafés e lanchonetes, deverão permanecer fechados. Estabelecimentos que servem alimentos e bebidas em mesas ou balcões só poderão atender pedidos por telefone ou por serviços de entrega.
No setor de abastecimento e serviços, continuam abertos os postos de combustíveis, oficinas mecânicas, transporte público, táxis, transporte por aplicativos, serviços de call center, pet shops e bancas de jornais.
Outros setores que podem continuar oferecendo serviços durante a quarentena são as empresas de segurança privada, limpeza urbana, manutenção e zeladoria, além de bancos, lotéricas e correspondentes bancários, indústrias e construção civil.
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