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Publicada em 10/03/2020 - 23h23min

Pedido negado

Juiz mantém Ronaldinho preso por temer fuga

Foto: Divulgação

Ronaldinho está detido no Paraguai desde sexta-feira
O juiz Gustavo Amarilla negou ontem pedido de transferência de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, para prisão domiciliar em Assunção, no Paraguai. Ambos estão detidos desde sexta-feira da semana passada em um presídio de segurança máxima na capital do país.
A primeira solicitação dos advogados dos brasileiros foi de que ambos fossem liberados. Sem sucesso, foi pedida, então, a prisão domiciliar. O juiz e o Ministério Público, no entanto, se opuseram à oferta dos advogados.
Chegou a ser dado como garantia o imóvel que serviria como prisão domiciliar, no valor de US$ 770 mil (cerca de R$ 4 milhões). Mas o juiz entendeu que se ambos saíssem da cadeia poderiam prejudicar as investigações de uso de passaporte falso e outros crimes. "É uma responsabilidade minha e do poder público que a investigação não seja obstruída e que ambos não fujam do país", alegou Amarilla.
Como parte da investigação sobre a produção e uso de documentos falsos, já foi dada ordem de prisão a outras quatro pessoas. O Ministério Público aponta Dalia López, empresária responsável por organizar a viagem de Ronaldinho Gaúcho e do irmão ao Paraguai, como suposta integrante de uma organização criminosa estruturada de maneira a facilitar o desenvolvimento e o uso de documentos de identidade e passaportes de conteúdo falso. Ela está foragida.
O esquema contaria com a participação de funcionários estatais e privados e o objetivo seria realizar negócios ilegais e obter benefícios patrimoniais. Assim, um passaporte paraguaio emitido em nome de María Isabel Gayoso pelo Departamento de Identificação da Polícia Nacional teria sido modificado para ser repassado a Ronaldinho, com nacionalidade paraguaia naturalizada.
Os celulares de Ronaldinho e seu irmão foram apreendidos e os conteúdos dos aparelhos serão periciados. (E.C.)
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