Cidades
Publicada em 22/05/2020 - 00h38min

Nicolas Takada*
Comparação

Casos de coronavírus na região superam os de alguns países

Quantidade de pessoas com coronavírus no Alto Tietê supera os números de Cuba, Uruguai e Nova Zelândia

Na atualização realizada ontem nos casos de coronavírus (Covid-19) do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), a região registrou um total de 2.369 pessoas infectadas, um número maior que o total de casos em Cuba, por exemplo, que segundo dados da Universidade Johns Hopkins, registrou 1.908 casos. Somando as dez cidades da região, que possuem 1,65 milhão de habitantes, foram registradas até ontem, 241 mortes.
O Alto Tietê também já possui mais casos positivos que alguns países vizinhos ao Brasil, como Paraguai (836), Uruguai (749) e Venezuela (882). Nações mais afastados, como Nova Zelândia e Islândia também apresentam números inferiores aos da região, 1.503 e 1.803 casos, respectivamente. Em relação aos números de óbitos, o Alto Tietê tem números mais elevados do que a Nigéria, que atualmente está com 200 mortos; a Bolívia com 199 falecimentos e a Grécia com 168 óbitos referentes à Covid-19.
De acordo com a universidade, o Brasil está como o terceiro país com mais casos confirmado, atrás apenas dos Estados Unidos e da Rússia. Já em mortes, o país está em sexta posição, abaixo de países que tiveram uma das piores taxas de mortalidade, como a Itália, França e a Espanha.
Para o sociólogo, Afonso Pola, a comparação entre os países pode acontecer de diversas formas, tanto em questões de saúde, mas também por meios sociais. Segundo ele, os números que estão sendo apresentados hoje ainda se mostram no melhor cenário que a região e o país pode ter, graças as medida de isolamento, no entanto, por divergências na comunicação aos mais necessitados esses números podem mudar. "Nós estamos vendo que as regiões de interior e as mais pobres estão começando a apresentar uma alta nos números, isso ocorre pela comunicação divergente".
Pola conclui que a diferença nas falas e publicidades sobre o combate ao coronavírus, acabam resultando em obstáculos a população mais carente. "Não dá para comparar isso com um país de primeiro mundo, lá as informações ganham eco, aqui geram barreiras".
*Texto supervisionado pelo editor.
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