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Publicada em 04/07/2020 - 20h49min

comércio exterior

Balança comercial apresenta retração de 13% no Alto Tietê

Saldo do 1º quadrimestre reflete impactos da pandemia no mercado global, com queda acentuada na exportação

Os impactos da pandemia de coronavírus na indústria do Alto Tietê já podem ser medidos também pelo desempenho da balança comercial. Dados do primeiro quadrimestre divulgados pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) mostram uma retração de 13% na corrente de comércio exterior em relação ao mesmo período do ano passado, resultado do decréscimo de 20,5% nas exportações e de 7,9% nas importações da região.
No 1º quadrimestre de 2020, o saldo da balança comercial na área do Ciesp Alto Tietê, que inclui as cidades de Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano, é de -US$ 129,7 milhões, enquanto entre janeiro e abril de 2019, foi de -US$ 95 milhões. O Alto Tietê está no bloco das 16 regiões do Estado que registram saldo negativo na balança comercial.
"Diante das dificuldades geradas pela pandemia na economia do Brasil e do restante do mundo, o impacto na balança comercial era esperado. No caso do Alto Tietê, a situação agravou um quadro que já não era bom, com a redução mais acentuada das exportações. Com menos negócios em outros países, sobra mais para o mercado interno, onde as vendas caíram significativamente a partir de março", avaliou José Francisco Caseiro, diretor do Ciesp Alto Tietê.
Em 2019, o Alto Tietê exportou US$ 330,1 milhões entre janeiro e abril. Já no mesmo período deste ano foram US$ 262,4 milhões em vendas principalmente para Estados Unidos (18,6% do total exportado), Argentina (14,8%), China (6,9%), Paraguai, México, Ilhas Cayman, Colômbia, Peru, Chile e Reino Unido, que absorveram 70% da produção regional. Dentre esses destinos, quatro compraram mais do que no primeiro quadrimestre do ano passado: China (38,3% a mais), México (34%), Ilhas Cayman (acima de 500%) e Colômbia (3,5%).
Os principais produtos exportados pela região foram papel e cartão (30,3%), máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (13%) e pastas de madeira (7,2%), além de plásticos e suas obras; máquinas, aparelhos e materiais elétricos; veículos automóveis e tratores; vidro e suas obras; sabões, agentes orgânicos de superfície; gorduras e óleos animais ou vegetais; e produtos farmacêuticos.
As importações no primeiro quadrimestre de 2020 somaram US$ 392,2 milhões, enquanto no mesmo período do ano passado foram
US$ 425,6 milhões. A indústria do Alto Tietê comprou no mercado externo principalmente produtos farmacêuticos (22,1%), produtos químicos orgânicos (14,8%) e máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (13,8%), assim como plásticos e suas obras; máquinas, aparelhos e materiais elétricos; instrumentos e aparelhos de óptica; tintas e vernizes; produtos químicos inorgânicos; papel e cartão; e produtos diversos das indústrias químicas.
As compras do Alto Tietê tiveram como principais origens a Alemanha (17,5%), China (15,3%) e Estados Unidos (14,4%), além da França, Japão, Irlanda, Espanha, Itália, México e Índia.
Das 39 diretorias regionais do Ciesp, 23 registram saldo positivo na balança comercial no primeiro quadrimestre de 2020, enquanto em 16 - incluindo o Alto Tietê - a variação foi negativa.
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