Cidades
Publicada em 18/07/2020 - 19h16min

Thamires Marcelino
flexibilização

Movimento de frequentadores nas academias ainda é pequeno

Na primeira semana após a reabertura do setor, alunos relatam prejuízos físicos com treinamento em casa

Durante os três primeiros meses com restrições mais intensas provocadas pela pandemia do coronavírus, quando as academias de esportes se mantiveram fechadas, os frequentadores precisaram se readaptar com a prática dos exercícios em casa.
Algumas dessas pessoas têm o foco em manter o peso ideal e cultuar o corpo; outras, procuram preservar a saúde, mas ambas dão importância para as atividades físicas regulares. Parte das academias voltou a funcionar na segunda-feira passada, quando a região do Alto Tietê passou para a fase amarela do Plano São Paulo, mas o movimento ainda é fraco.
O que muitos alunos observaram durante este período foi a dificuldade de adaptação de uma rotina de exercícios físicos em casa. A escriturária Célia Regina Alves, de 62 anos, descobriu há alguns anos problemas de saúde que a levaram a enxergar os exercícios físicos como sinônimo de saúde. No entanto, ela acredita que a rotina em casa, necessária para o cumprimento da quarentena, não foi suficiente.
"Comecei a fazer musculação há mais de três anos porque o sedentarismo me causou alguns problemas de saúde, como o colesterol alto e dores no corpo. Treinar em casa não foi suficiente, porque voltei a ter problemas de colesterol, entre outras coisas", explicou. Desde a quarta-feira passada, Célia já retornou às aulas em uma academia de Mogi das Cruzes e pretende, a partir de agora, praticar atividades cinco dias por semana.
Todas as atividades nas academias devem ser agendadas previamente pelos frequentadores, já que os estabelecimentos estão limitados a trabalhar com apenas 30% de sua capacidade. As normas fazem parte do Decreto Estadual 65.044, de 3 de julho de 2020.
Com um quadro de obesidade adquirido quando era mais novo, o cabeleireiro Eros de Oliveira, de 40 anos, malha há 22 anos para manter o peso e a saúde. "Esse período da quarentena foi horrível para mim. Eu engordei e comecei a sentir muitas dores no corpo. Voltei à academia há poucos dias, mas já consigo me sentir melhor", contou. Ainda de acordo com o cabeleireiro, sua maior dificuldade está sendo malhar com a máscara, pois ela impede a respiração normal.
As aulas e atendimentos nas academias podem acontecer, de acordo com a regulamentação atual, por um período fragmentado de seis horas diárias, na manhã, das 7 às 10 horas, e durante a noite, das 18 às 21 horas.
O analista de tecnologia da informação, de Suzano, Bruno de Paula Oliveira, de 29 anos, também já voltou aos treinos na academia. Ele conta que só conseguiu treinar em casa no primeiro mês da quarentena.
"Eu já treinava regularmente antes da pandemia e percebi que em pouco tempo perdi bastante rendimento dos exercícios. Além disso, só treinei durante um mês, em casa, depois fui desanimando e parei. Os resultados malhando em casa são bem menores", avaliou. O analista contou também que a principal diferença que notou após o retorno das atividades foi a quantidade reduzida de alunos nas academias.
  • Bruno só treinou em casa durante um mês
  • Para Célia, exercícios em casa não bastaram
  • Sem treinos, Eros conta que sentia dores no corpo
  • Uma das regras nas academias é o distanciamento entre os aparelhos para treinos
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