Cidades
Publicada em 31/07/2020 - 00h03min

Felipe Antonelli
Prazo esticado

Hospital de campanha deve ser mantido até final de setembro

Com número de internações causadas pela Covid ainda não satisfatório, unidade deverá manter funcionamento

Com os índices da pandemia do coronavírus ainda altos em Mogi das Cruzes, o Comitê Gestor do Coronavírus prevê manter aberto o hospital de campanha, na Avenida Cívica, ao lado do ginásio de esportes Hugo Ramos, até o final de setembro. A última previsão era desativá-lo no final de agosto, porém, como já havia adiantado o secretário Municipal de Saúde, Henrique Naufel, a possibilidade de esticar esse prazo era real.
Mesmo assim, o secretário salientou que a nova previsão (setembro) só não se concretizará caso haja uma inesperada queda abrupta nos principais indicadores relacionados à pandemia, o que, segundo ele, "não parece que vai acontecer". "Com uma média de 41 leitos ocupados no hospital de campanha, como foi no mês passado, ainda há a necessidade do funcionamento desse hospital provisório", disse o titular da Pasta municipal, reforçando a importância da instalação desse equipamento, que atende pacientes com sintomas controlados da Covid-19 desde a última semana de maio. "Se não fosse pelo hospital de campanha, o sistema de Saúde de Mogi das Cruzes teria dificuldades para suprir a demanda de pacientes com coronavírus. Sua instalação foi providencial", ressaltou Naufel.
O principal motivo para a necessidade de manutenção do hospital de campanha é a alta de casos graves da Covid-19 em Mogi. Segundo Henrique Naufel, desde a abertura parcial do comércio, no dia 12 de junho, houve um acréscimo de 17% na quantidade de pessoas necessitando de atendimento médico em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). "A população não sente que há esse crescimento nas internações, devido ao sistema de Saúde municipal, que vem sendo efetivo", disse.
Critérios
A Secretaria Municipal de Saúde, alinhada com o Comitê Gestor do Coronavírus, afirmou que dois indicadores serão determinantes para o fechamento da unidade provisória de Saúde: a queda da quantidade de casos graves e internações. Com a redução destes índices, as projeções apontam que a cidade estará pronta para tratar os pacientes sem a necessidade das vagas (200 leitos) de enfermaria oferecidas no hospital de campanha.
Devido à imprevisibilidade do coronavírus, as projeções iniciais de redução na quantidade de casos e internações não se concretizaram como esperado, entretanto, ao que parece, a cidade encontrou estabilidade na quantidade de mortes em decorrência da doença.
Atendimento
O Hospital de Campanha de Mogi das Cruzes, que já chegou a ter 49 pessoas internadas simultaneamente, conta, atualmente, com 31 pacientes recebendo tratamento no local, segundo os dados mais recentes da Secretaria Municipal de Saúde. Até o momento, 400 pessoas já passaram pela unidade de Saúde provisória.
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