Esportes
Publicada em 18/07/2020 - 17h46min

Estadão Conteúdo
Reforma geral

Pacaembu só vai receber jogos de futebol em 2023

Principal intervenção é a derrubada do tobogã para dar lugar a um prédio de cinco andares

Foto: Divulgação

Gramado foi deteriorado após utilização para hospital
O estádio do Pacaembu não vai mais receber jogos de futebol até 2023. Uma das razões é a deterioração do gramado causada pela instalação do hospital de campanha, construído pela Prefeitura de São Paulo para o atendimento da Covid-19.
Como a recuperação do gramado demoraria entre três e quatro meses, o Consórcio Patrimônio SP, administrador da arena, decidiu antecipar o início das obras de reforma previstas no contrato de concessão à iniciativa privada. Com isso, o estádio não vai abrigar partidas de futebol na retomada do calendário nacional. O Campeonato Paulista recomeça nesta próxima quarta-feira e o Brasileirão, no dia 8 de agosto.
O contrato com o hospital Albert Einstein para a administração do hospital de campanha foi firmado em abril com duração de 120 dias, o que permitiria o seu funcionamento até o final deste mês. A evolução positiva da epidemia na cidade permitiu, segundo o poder municipal, que o local fosse fechado mais cedo, no último dia 26. Com isso, o cronograma do consórcio foi refeito.
"Não vamos mais receber jogos de futebol antes do início das obras. Felizmente, o encerramento do hospital ocorreu em 90 dias. Com isso, nós reorganizamos nossas atividades com a antecipação das obras. Também pesou o tempo para recuperar o gramado", afirmou Eduardo Barella, líder do consórcio. "O processo de replantio demoraria três a quatro meses, o que coincidiria com o início das obras", completou.
O consórcio trabalha agora na obtenção de alvarás e liberações da Prefeitura para o início das obras. A reformulação deve começar entre outubro e novembro de 2020, com duração prevista de 24 a 28 meses.
O complexo esportivo, composto por uma piscina olímpica, duas quadras de tênis e ginásio poliesportivo, além do estádio de futebol, passará por uma reformulação completa. A praça Charles Muller e o Museu do Futebol ficaram fora da concessão.
Uma das principais alterações previstas é a demolição do tobogã, arquibancada inaugurada no início da década de 1970. No seu lugar deverá ser erguido um prédio de cinco andares, com 44 mil metros quadrados de área construída. A autorização recebeu parecer favorável dos órgãos de conservação do patrimônio público (Conpresp e Condephaat).
O projeto prevê que o novo edifício tenha cafés, restaurantes, lojas, escritórios, espaços multifuncionais e o centro de convenções e eventos, construído no subsolo junto ao novo estacionamento. O térreo terá vista para o gramado e ao boulevard que será criado no local onde hoje fica o estacionamento. Uma praça pública elevada irá conectar as ruas Desembargador Paulo Passaláqua e Itápolis. A receita do novo Pacaembu será composta por shows, eventos, aluguel de espaços e estacionamento.
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