Opinião
Publicada em 23/07/2020 - 01h11min

Programa Olho Vivo

O governo de São Paulo anunciou ontem a abertura de uma licitação para a compra de 2,5 mil câmeras portáteis para uso dos policiais militares em atividade nas ruas, ao custo de R$ 7 milhões. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), outras 585 unidades já estão disponíveis e entrarão em operação no próximo dia 1º, dentro do programa estadual Olho Vivo.
"A utilização dos equipamentos tem como objetivo evitar eventuais abusos e registrar também desacatos e atos de violência cometidos contra policiais", explicou o governador João Doria (PSDB), durante a apresentação do modelo, em coletiva realizada no Palácio dos Bandeirantes.
As câmeras, conectadas aos uniformes dos policiais, permitirão a gravação de imagens durante o trabalho, principalmente em ações de abordagem nas ruas, reintegração de posse de terras, atendimento a chamados de violência doméstica e no controle de manifestações, momentos geralmente cercados de forte carga emocional. Elas servirão, nestes casos, para produção de provas judiciais.
Por outro lado, também serão importantes para a redução de abusos de poder, inibindo atitudes extremas dos policiais durante a atuação. "A iniciativa vai, sim, reduzir muito o nível de violência de poucos policiais que cometem excessos. Nós vamos preservar a maioria expressiva da PM, que cumpre seu dever e sua obrigação de forma exemplar", destacou o governador.
A iniciativa deve, no futuro, se espalhar por outras corporações e atingir também ações no âmbito dos municípios. As imagens gravadas pelas câmeras portáteis ficam à disposição da polícia para esclarecimentos de ocorrências, auxiliam no atendimento a acidentes de trânsito com registro de desinteligência e são primordiais na identificação de suspeitos de desacatos.
Assim, também serão úteis para contribuir na investigação de casos, como o triste episódio registrado na madrugada do último sábado, quando o guarda civil municipal Marcelo Moreno da Costa, de 56 anos, foi covardemente agredido por um bando de marginais no parque Botyra Camorim Gatti, em Mogi das Cruzes.
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