Editorial
Publicada em 30/07/2020 - 02h08min

Dirceu Sousa

Oxigenando

Os dados divulgados na terça-feira pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), fechando o balanço da primeira metade do ano, são, ao mesmo tempo, preocupantes e animadores, dependendo da forma como forem analisados. Na contagem simples, semestral, o saldo nacional do fechamento de 1,198 milhão de postos com carteira assinada, de janeiro a junho, indica o pior resultado da série estatística do Ministério da Economia, porém, o número isolado de 10.984 vagas encerradas no mês passado ficou muito aquém das 350.303 registradas em maio, das 918.296 correspondentes a abril e das 259.917 de março, o que mostra um quadro de recuperação a partir do momento em que as atividades comerciais começaram a ser retomadas.
Proporcionalmente, as estatísticas para o Alto Tietê são semelhantes. Em Mogi das Cruzes, o saldo negativo do primeiro semestre é de 4.358 postos de trabalho fechados. Na sequência dos meses, março teve o encerramento de 1.677 vagas; abril, de 2.866; maio, de 960; e junho, de 212. A curva descendente é idêntica à relativa dos números nacionais e, da mesma maneira, indicam o reaquecimento gradual do trabalho, mesmo que os saldos entre demissões e admissões ainda sejam negativos. Nas cinco principais cidades da região, o saldo semestral foi de 9.919 vagas perdidas.
A visão mais otimista do cenário vem do próprio Ministério da Economia. "Nunca se comemora a perda de um emprego sequer. Trabalhamos diuturnamente para preservar os empregos, mas comemoramos a melhora da economia e do mercado de trabalho", analisou o secretário especial de Previdência e Trabalho do ministério, Bruno Bianco. "Trabalhamos para que o saldo do Caged seja positivo o quanto antes", completou.
A perspectiva para o segundo semestre, se a ordem das estatísticas trabalhistas se mantiver e a crise sanitária estiver estabilizada no sentido descendente, como vem ocorrendo, há uma boa chance de que o ano de 2020 termine com sinais de melhora no nível de emprego. Nestes próximos meses, o importante é confiar na recuperação do mercado e acreditar em um 2021 mais promissor.
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