Esportes
Publicada em 01/08/2020 - 19h12min

Dificuldades

Times pequenos precisam fazer 'malabarismo' para retornar

Na cidade portuária de Paranaguá, o vereador Ratinho precisou deixar de lado por uns dias as atribuições políticas para voltar a jogar futebol pelo time da cidade paranaense, o Rio Branco. Após quatro anos aposentado e mesmo sem ter treinado, aos 40 anos ele calçou as chuteiras para a equipe conseguir ter 11 titulares nos compromissos restantes pelo Campeonato Paranaense. O esforço dele é o mesmo de tantos outros times, jogadores e dirigentes pelo Brasil: ter de voltar a jogar se tornou muitas vezes um fardo após a pandemia do novo coronavírus.
A paralisação de quatro meses exigiu dos clubes menores empenho gigantesco para cumprir os compromissos adiados, pois o calendário passou a durar bem mais do que o orçamento cobriria.
Em termos de compromisso com o time, poucos exemplos superam o do preparador físico José Lummertz, do Aimoré (RS). Nem uma enchente o deteve. No dia em que a equipe se reapresentou, 10 de julho, ele só conseguiu sair de casa graças a um caiaque. Sua filha registrou em vídeo o esforço do pai para não perder o treino. "A minha presença era muito importante. Os treinos iam recomeçar e eu precisava avaliar os jogadores. Muitos vieram de longe só para jogar o campeonato", explicou. (E.C.)
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