Cidades
Publicada em 15/09/2020 - 21h15min

Thamires Marcelino
Estiagem

Spat poderá fornecer água a outros sistemas produtores

Da mesma maneira, o Sistema Produtor Alto Tietê, que opera com 62,2%, poderá receber volume de outros locais

Em razão da forte estiagem deste inverno em praticamente todo o Estado de São Paulo, o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat), que abastece a região e parte da zona leste da capital, poderá tanto receber quando repassar volume de água para outros sistemas produtores, como o Cantareira, para suprir a demanda da população. A informação é a da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e foi passada à reportagem na tarde de ontem.
Além dessa possibilidade de transferência entre mananciais, que é viável graças às integrações entre as represas da Grande São Paulo, para dar conta do abastecimento, a Sabesp pretende reduzir a vazão de alguns sistemas produtores para, justamente, restringir o acesso à água. Questionada sobre a possibilidade deste mecanismo ser aplicado no Spat, a Sabesp afirmou que a vazão entre as represas do Alto Tietê não será alterada. A saída de água do sistema é, em média, de 13 mil litros de água por segundo.
Ontem, o sistema integrado, que reúne os sete mananciais, operava com 53,1% de sua capacidade total, ante os 68,2%, em 2019, e 42,1%, em 2018. Considerando a interligação entre os sistemas, o Spat, que ontem apresentava um volume armazenado na ordem de 62,2%, pode tanto receber quanto fornecer água para as demais represas, caso haja necessidade. Uma das barragens que pode receber água é a do Cantareira que, até ontem, estava com um volume de 49%. Respectivamente, as represas de São Lourenço, Cotia, Rio Grande, Rio Claro e Guarapiranga estavam com volume de 64%, 69%, 75%, 61% e 48%.
No ano anterior, neste mesmo período, as cinco represas do Spat somavam um volume total de 89% da capacidade. De acordo com a Defesa Civil do Estado de São Paulo a Região Metropolitana, onde o Alto Tietê está localizado, é uma das áreas mais atingidas pela estiagem, com temperaturas que podem chegar até 38º.
Volume da região
No dia 15 de setembro do ano passado, a represa Paraitinga tinha um volume 92% e ontem, um ano depois, o número era de 64%. Já a bacia Ponte Nova, passou de 98% no ano passado, em 15 de setembro, para 86% ontem. A queda também foi notada na barragem de Biritiba, que caiu de 38% para 14%. Em Jundiaí, o número foi de 83% para 7,6% e, em Taiaçupeba, o volume diminuiu de 79% para 35%.
Além de obras estruturantes realizadas pela Sabesp desde a crise hídrica de 2014 e que garantiram mais segurança ao abastecimento - como maior interligação entre os mananciais e a construção de um novo sistema, o São Lourenço -, os investimentos previstos em saneamento pela Companhia nos próximos cinco anos totalizam mais de
R$ 20 bilhões.
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