Brasil e mundo
Publicada em 20/11/2020 - 23h48min

Fabio Miranda do Amaral
2ª onda da Covid

Ministério espera alta de óbitos para agir

Apesar do aumento de casos e internações por covid-19 em algumas regiões do Brasil, a cúpula do Ministério da Saúde avalia que não é hora de endurecer restrições para o controle da pandemia, como recomendar o isolamento social, ou reforçar a testagem no País

Foto: Mogi News/Arquivo

Bolsonaro acredita que país não resite a lockdown
Apesar do aumento de casos e internações por covid-19 em algumas regiões do Brasil, a cúpula do Ministério da Saúde avalia que não é hora de endurecer restrições para o controle da pandemia, como recomendar o isolamento social, ou reforçar a testagem no País. O alerta somente será disparado, segundo relatos feitos ao Estadão por autoridades que acompanham as discussões, quando houver alta consistente no número de mortes.
Embora ainda discutam novas medidas a serem tomadas, secretários de Estados e municípios aumentaram a pressão para que o ministério ajude a controlar a pandemia. Além do reforço na estratégia de testes, eles pedem garantias de que o custeio de leitos exclusivos para tratar pacientes da doença será renovado. A preocupação foi levada à pasta em reuniões nas últimas semanas Isso porque o estado de calamidade que garantiu mais verba para a Saúde vai até 31 de dezembro e no Orçamento de 2021 não há previsão de dinheiro extra para financiar o combate à pandemia.
Na segunda passada o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que a economia poderia não dar conta de um novo lockdown. A expectativa de especialistas e autoridades é de que a Saúde deve entregar respostas cautelosas sobre o aumento de casos do novo coronavírus. Em nota enviada ao Estadão sobre possível "segunda onda', a pasta disse apenas que mantém "vigilância contínua da circulação do vírus em todo território nacional" (A.E.)
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