Cidades
Publicada em 05/11/2020 - 01h08min

Luiz Kurpel*
Sistema alto Tietê

Três represas do Spat operam com volume abaixo dos 15%

Apesar do nível baixo, Sabesp informou que não há risco de desabastecimento para os municípios da região

Foto: Arquivo/Mogi News

Ponte Nova é uma das represas do Sistema Alto Tietê
Três das cinco represas que integram o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) estão operando com volume abaixo de 15%. Em conjunto, os cinco reservatórios registraram queda de 32 pontos percentuais no volume de água em comparativo com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Até ontem, o volume operacional das represas encontrava-se em 54,7%, há exatamente um ano, o volume se encontrava em 81,1% do total. Em situação mais crítica se encontram as represas de Jundiaí, que registra apenas 6,1% de sua capacidade total, seguida do reservatório de Taiaçupeba, operando com 11% do volume, e a represa de Biritiba, com 14,6% de seu volume.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, as mesmas represas chegaram a registrar mais que o dobro do volume informado ontem pela Sabesp. Em 4 de novembro, a represa de Jundiaí registrava 67% de sua capacidade total, Taiaçupeba registrava 66,6% e Biritiba 31,4%.
As outras duas represas que compõe o Spat também registraram reduções em seu volume de água. A de Paraitinga, localizada em Salesópolis apresentou uma queda significava de seu volume, até ontem o reservatório indicava uma retenção de 62,1% do volume operacional, na mesma data do ano anterior esse registro era de 79%.
Também em Salesópolis, a represa de Ponte Nova acumula 80,4% de sua capacidade, no entanto, na mesma época, em 2019, o local estava com o volume de água próximo da capacidade máxima, com 90,4%.
Questionada sobre a diferença no nível das represas dentro do mesmo período do ano, a Sabesp descartou o risco de falta ou racionamento de água, informando que o Sistema Integrado que abastece a Região Metropolitana de São Paulo- do qual fazem parte as represas do Alto Tietê - estão hoje com volume total de 45,7% de sua capacidade. No mesmo dia, em 2019, o volume total era de 58%, e em 2018 o volume foi de 44,5%. 
"Importante ressaltar que o ano de 2018 foi um ano de seca severa, e não houve desabastecimento. Isso porque o sistema é flexível e integrado, permitindo abastecer diferentes regiões com água de mais de um reservatório. Por isso é considerado o volume total. Essa integração se deve a obras realizadas desde a crise hídrica de 2014", declarou a companhia ao Grupo Mogi News. 
A Sabesp destacou, ainda, que a queda no nível das represas, inclusive do Spat, é normal nessa época do ano devido ao período de estiagem. Em outubro, a região registrou 53,4 milímetros de chuva, a média histórica do mês é de 113 milímetros. Apesar da situação não oferecer risco ao abastecimento, de acordo com Companhia, a Sabesp solicita à população que use de forma consciente a água, evitando desperdício.
*Texto supervisionado pelo editor.
 

Comparativo 2019 x 2020 Spat

Represa Paraitinga Represa Ponte Nova Represa Biritiba Represa Jundiaí Represa Taiaçupeba

4 de novembro de 2019 79,02% 93,49% 31,41% 67,02% 66,62%


4 de novembro 2020 62,12% 80,45% 14,69% 6,16% 11,08%


Fonte: Sabesp
Compartilhe
Comentários
Comentar

Mais vistos